Demanda por cafés especiais cresce e chega em casa e no trabalho

Por: Rede Social do Café

Cafeteria Suplicy planeja ampliar lojas e máquinas nas empresas; Santo Grão cria delivery



Marília Almeida– iG São Paulo |



Divulgação
Marco Suplicy, sócio-fundador da rede que leva o sobrenome da famíia: franquias e máquinas

Apesar do Brasil ser conhecido como o país do cafezinho, a demanda por cafés especiais demorou para pegar, por questões culturais e também de renda – este café custa a partir de 30% mais do que os tradicionais.


Mas parece que o segmento está entrando em uma nova fase. Isso porque as cafeterias especializadas começam a ampliar sua área de atuação para outras praças, bem como a entrar em novos territórios, como empresas.


Leia também:Mercado de cafés especiais no Brasil dobra em três anos


Entre as que fazem esse movimento está a Suplicy Cafés Especiais, com um plano bem desafiador. Hoje com quatro lojas próprias em São Paulo e cinco franquias no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, a a empresa planeja ter mais cinco unidades até o fim do ano e inaugurar dez em 2014. “Recebemos muitos pedidos de franquias, mas temos limite de capacidade. Vamos focar em regiões onde já estamos”.


Para manter a qualidade, a rede promove treinamento, especialmente de baristas. “Enxergamos um grande boom. Pretendemos estar na ponta deste processo”, conclui Marco Suplicy, sócio-fundador da marca.


O que antes ficava relegado ao horário do café, Suplicy verifica que o movimento nas cafeterias da rede se espalhou durante o dia. “É a praia do paulista. Tem executivos e moçada que se reúnem para tomar bebidas geladas”.


Mas após dez anos desde a fundação da rede de cafeterias, Suplicy diz perceber mudanças importantes. “Mas, infelizmente, nosso mercado está mais lento do que lá fora. A capital da Coreia do Sul, Seul, já tem mais de cem lojas que vendem cafés especiais, em dez anos. Hoje ainda temos poucas redes que torram o café na hora”, conta Suplicy.


Apesar do crescimento, os cafés especiais ainda são um nicho. De 20 milhões de sacas produzidas por ano no Brasil, Suplicy, que é sócio fundador do Círculo do Café de Qualidade da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), estima que o segmento represente 0,5% deste volume.

Mais Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.