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Pseudomonas syringae pv. garcae e Pseudomonas syringae pv. tabaci podem infectar plantas de café simultaneamente

O cultivo do café no Brasil teve início no século XVIII no Estado do Pará e ao longo dos anos difundiu nacionalmente.

 

postado em 31/01/2018 | Há 3 semanas

Pseudomonas syringae pv. garcae e Pseudomonas syringae pv. tabaci podem infectar plantas de café simultaneamente

Atualmente, 98,5% da produção brasileira vem dos Estados Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso [1]. É uma cultura de alta importância econômica e social para a agricultura do país, sendo o maior produtor e exportador de café a nível mundial.

Sua produção em escala comercial para exportação ganhou força apenas no século XIX. No primeiro semestre de 2017, as exportações brasileiras foram destinadas a 113 países, totalizando em 16,787 milhões de sacas de 60kg e receita cambial de US$ 2,891 bilhões. Sendo os Estados Unidos, a Alemanha, Itália, Japão, Bélgica os principais destinos [2].

A lavoura está sujeita, desde o plantio, ao ataque de pragas, tanto de solo como na parte aérea. Um estudo feito em plantações de café no Estado do Paraná, visou identificar o agente causal dos sintomas observados - lesões foliares circundadas por halo amarelo. As bactérias foram isoladas e caracterizadas morfologicamente, bioquimicamente e sorologicamente.

Tratava-se de doenças bacterianas causadas por Pseudomonas syringae pv. garcae e Pseudomonas syringae pv. tabaci. Além de confirmar a ocorrência das bactérias, os autores apontaram infecções mistas em que as duas espécies estavam presentes na mesma planta. Esse foi o primeiro caso da ocorrência associada causada pelas duas bactérias no café e é o primeiro relato de P. syringae pv. tabaci causando “mancha-bacteriana” em plantações de café no Estado do Paraná.

O manejo dessas espécies normalmente se dá de forma semelhante: além da utilização de produtos químicos, tem o manejo cultural por meio da nutrição mineral de plantas, utilização de mudas sadias, instalação de quebra-ventos, irrigação adequada, por exemplo. Até o momento, a alternativa com melhor custo-benefício ao produtor para redução das doenças tem sido o controle genético por meio de plantio de cultivares resistentes. Porém, como por enquanto existem plantas de café resistentes apenas à P. syringae pv. garcae, é necessário que estudos sejam feitos visando avaliar a resistência simultânea aos patovares.

 

Nota:

[1] MAPA

[2] Embrapa

 

Para saber mais:

Rodrigues et al. (2017)

 

Foto:

Marcos Humberto Mendes Cardoso (xxxx)

 

Fonte: http://www.defesavegetal.net/single-post/2018/01/31/Ataque-duplo

 

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