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CAFÉ: NOVA YORK PODE TESTAR NOVAMENTE 131,30 CENTS

Os fundos de investimento, no entanto, continuam confortáveis na posição líquida vendida em café em Nova York, apostando em queda das cotações.

 

postado em 10/07/2017 | Há 2 meses

São Paulo, 10/07/2017 - Os contratos futuros de café arábica iniciam a semana na tentativa de continuar em recuperação na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado deve tentar avançar acima de 131 centavos de dólar por libra-peso, base vencimento setembro/17.

Os fundos de investimento, no entanto, continuam confortáveis na posição líquida vendida em café em Nova York, apostando em queda das cotações. Esses participantes estavam com saldo líquido vendido de 40.596 lotes no dia 3 de julho, em comparação com 42.454 lotes vendidos no dia 27 de junho, considerando futuros e opções, mostrou na sexta-feira relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), com posicionamento de traders.

Já os fundos de índice diminuíram um pouco o saldo líquido comprado no período, de 32.812 lotes para 32.595 lotes. Levando em conta apenas o mercado futuro, os fundos cortaram o saldo líquido vendido de 30.844 lotes para 27.883 lotes.

A redução do ritmo da exportação brasileira, que atravessa período de entressafra, pode contribuir para sustentar as cotações. Na próxima quarta-feira, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) divulgará o volume exportado em junho (que deve ficar por volta de 2 milhões de sacas de 60 kg) e de toda a safra 2016/17, encerrada no mês passado.

Em contrapartida, o clima nas regiões produtoras brasileiras se mantém favorável à colheita. E, nos próximos dias, não há risco de geadas nos cafezais. A Somar Meteorologia informa que a umidade que vem do mar provoca chuva fraca no Espírito Santo, na Zona da Mata de Minas Gerais e no sul da Bahia no início desta semana. Em compensação, no Paraná, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Cerrado, o tempo permanecerá seco. "A temperatura continua estável sem potencial para geadas", estima a Somar.

O comportamento do dólar também influencia o mercado. Na sexta-feira, a moeda norte-americana perdia força em relação ao real. Segundo corretores, a queda era provocada pela possibilidade de saída do presidente Michel Temer do poder, com uma transição de governo encabeçada por Rodrigo Maia e com manutenção da atual equipe econômica.

No exterior, o índice do dólar trabalhava em leve alta. Conforme analistas, a forte criação de vagas em junho nos Estados Unidos, apresentada pelo relatório de empregos no país divulgado na sexta, impulsionou a divisa. O dólar mais forte pressionou o cobre e o petróleo.

Pelos indicadores técnicos do arábica em Nova York, as resistências estão 131,30 cents, 133 cents e 135 cents. Na parte de baixo, os suportes estão em 125,70 cents, 118,90 cents e 115 cents.

Os futuros de arábica em Nova York trabalharam em queda em boa parte do pregão de sexta. Os contratos com vencimento em setembro/17 acabaram fechando em leve baixa de 0,15% (menos 20 pontos), a 128,90 cents. O mercado teve máxima de 129,50 cents (mais 40 pontos). A mínima foi de 126,80 cents (menos 230 pontos).


Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica no mercado físico brasileiro tiveram pequena queda na sexta. O indicador Cepea/Esalq do Café Arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 447,23/saca de 60 kg, baixa de 0,5% na comparação com o dia anterior.

As cotações do robusta também recuaram na sexta. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 412,06/saca de 60 kg, queda de 0,9% em relação ao dia anterior. Para o tipo 7/8, bica corrida, a média ficou em R$ 401,06, baixa de 1,31% na mesma comparação - à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fontes: Cepea-Esalq/BM&F e Agência Estado

Tomas Okuda - tomas.okuda@estadao.com

 

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