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Na 14ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo, Geraldo Alckmin destaca bom momento da cafeicultura paulista

A tradicional cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, contou com a degustação da bebida preparada com os lotes de café arrematados dos produtores vencedores do 15º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo – Prêmio

 

postado em 19/12/2016 | Há 1 mese

Os melhores cafés produzidos por cafeicultores paulistas e beneficiados por renomadas empresas no segmento foram reconhecidos nesta sexta-feira, 16 de dezembro de 2016, com a entrega de certificados pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, na 14ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo.

A tradicional cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, contou com a degustação da bebida preparada com os lotes de café arrematados dos produtores vencedores do 15º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo – Prêmio Adir Alves Teixeira. As empresas compradoras foram: Café Grand Reserva, Café Pelé, Café 3 Corações, Café San Babila, Café Morro Grande, Suplicy Cafés Especiais, Cafeteria do Museu, Ragazzo Café e Café Toledo.

Para o governador Geraldo Alckmin, apesar da redução em diversos índices ocasionada pela crise econômica, o consumo do café permaneceu alto. “Importantíssimo para a economia, o café faz bem à saúde, é sinônimo de convivência, alimenta, reanima e gera empregos. Nossa agropecuária salvou a lavoura, bateu recordes de produção e exportação. E o café paulista tem qualidade, agrega valor e é uma alternativa para os produtores que têm menos terras. A atividade faz parte do DNA de São Paulo, pois a origem da indústria, da ciência, da ferrovia e do capital está na bebida”, afirmou.

Com a melhor safra registrada nos últimos 30 anos, o setor cafeicultor paulista tem muito a comemorar, destacou Arnaldo Jardim. “Foram seis milhões de sacas colhidas e, mais uma vez, consolidamos a produtividade do Estado, com uma média de 30 sacas por hectare”, afirmou.

Para o titular da Pasta, a história do café se confunde com a da pesquisa no Estado. “O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, ligado à Secretaria, foi fundado por uma iniciativa de Dom Pedro II justamente com foco nos estudos do café”, lembrou.

De acordo com o secretário, mesmo mantendo as medidas necessárias para reduzir os gastos durante a crise, o governador Geraldo Alckmin preservou os recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), o que resultou no acesso das linhas de financiamento pelos pequenos cafeicultores. “Também por meio do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II – Acesso ao Mercado, os pequenos produtores de municípios como Torrinha, no interior do Estado, puderam adquirir colheitadeiras e outros equipamentos, mantendo as suas atividades”, informou.

Geraldo Alckmin entregou ao produtor Clayton Mapelly Cerri, da Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama, em São Sebastião da Grama, o certificado de “Cafeicultor Campeão”. O Café Gran Reserva foi o vencedor nas categorias Ouro, pelo maior valor da saca, e Diamante, que reconhece o maior investimento em qualidade. O representante da empresa Henrique Gallucci recebeu o certificado das mãos do secretário Arnaldo Jardim.

Já o representante da San Babila Café, Edvaldo Bortoletto, recebeu a certificação na categoria “Especial”. “Para nós, que temos o princípio de valorizar o produtor, o evento promove tanto os compradores como a região que se esforçou para retirar um excelente café, que obteve a maior nota do Estado”, afirmou Bortoletto.

Sidney Fernandes, gerente comercial da Café Morro Grande, uma das compradoras dos lotes vencedores, relata que a premiação gera um impacto muito positivo no setor. “Esta é uma iniciativa que ajuda a valorizar a cafeicultura paulista e possibilita colocar cafés especiais no mercado. E é um círculo virtuoso: o produtor ganha um prêmio, e incentiva o vizinho a entrar no concurso no ano seguinte, ampliando a qualidade do produto”, relatou o representante da tradicional marca no interior paulista.

Para o presidente da Câmara Setorial do Café da Secretaria, Eduardo Carvalhaes, a realização dos concursos estimula a produção e possibilita que as regiões conheçam sua especialidade. “Esses cafés são selecionados em 14 concursos regionais, depois passam pelo Estadual para serem adquiridos pelas indústrias. E com a compra por grandes empresas do setor, o café paulista passa a ser vendido em todo o País”, ressaltou o representante do Museu do Café, que adquiriu um lote de Divinolândia.

Para o engenheiro agrônomo e especialista em qualidade do Café, Aldir Alves Teixeira, a criação dos prêmios possibilitou diferenciar a produção de café commodities e especial. “Isso valorizou o produtor, que tem um ganho para produzir com qualidade”, afirmou o pesquisador que dá nome ao prêmio Estadual.

Café Solidário

Durante o evento, a primeira-dama do Estado e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, Lú Alckmin, recebeu a doação de café cultivado pelo Instituto Biológico (IB), da Secretaria.

No total, foram doados 82 quilos de café arábica produzido a partir dos grãos colhidos pela população paulista no cafezal do Instituto Biológico localizado na Vila Mariana (leia mais aqui). Os grãos de café foram beneficiados em uma fazenda no município de Caconde, interior paulista e distribuídos em 328 pacotes de 250 gramas cada.

“Mais uma vez estamos aqui contribuindo com um produto que representa uma evolução histórica, foi responsável pela industrialização e papel relevante nas exportações”, afirmou o diretor do Instituto Biológico, Antonio Batista Filho.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

 

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