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Diário do cafeeiro Por Antonio Sérgio

Acompanhe o dia a dia de sua lavoura.

 

postado em 16/07/2016 | Há 10 meses

Como diz o ditado, cintando a agrônomo Diogo Dias, “todo ano é típico ser atípico”.  Cada ano para a produção do café é uma realidade completamente diferente. Em um ano temos excesso de chuvas, noutro uma seca severa, ano de grãos miúdos; Enfim, em função desta gama de alterações resolvi criar o diário do cafeeiro, onde pretendo acompanhar e registara o desenrolar da produção de café.

Pretendo resgatar as principais informações das safras anteriores, caso você tenha informações sobre as safras passadas colabore com o Diário do Café envie fotos e informações para redacao@revistacafeicultura.com.br 

2013

Ano de seca intenssa.

As lavouras de café de Mandaguari, no norte do Paraná, foram devastadas pela geada negra que atingiu o município na madrugada do dia 25  de julho de 2013, segundo a cooperativa Cocari.  “Dá pra sentir o odor de folhas queimadas nas propriedades. O café estava com uma produção muito alta neste ano e, por ter muita demanda, os pés estavam com poucas reservas nutritivas, o que os deixou frágeis”, explica o engenheiro agrônomo da cooperativa mandaguariense, Roberval Simões Rodrigues.
O município é principal polo cafeeiro da região, com 350 produtores do fruto, de acordo com a Cocari. Nenhum deles escapou dos prejuízos com a geada, afirma Rodrigues.



2014

No ano de 2014 – Foi um  ano marcado por uma seca severa.
Faltou chuva nos cafezais, com clima desfavorável no período da florada.
Aconteceu duas grandes floradas, em função de um curto período de chuvas, com não ouve mais chuvas, com déficit hídrico, ou seja, com a falta de água no solo, o índice de abortamento da florada foi alto, fenômeno que pode ser vista na formação de rosetas banguelas com poucos grãos.

2015

Intensificação no uso de mecanização e queda no uso de mão de obra.
A colheita começou com cerca de 30 dias de atraso em função da seca de 2014.
A safra veio em volume normal em produtividade, com alta carga de grãos miúdos, em função da falta de chuvas no período de enchimento dos grãos.
Ouve forte queda na renda do café, ou seja, quantidade de litros de café em coco necessários para dar uma saca de 60 kg de café beneficiados foi maior, chegando em alguns casos a 700 litros.
Em função da quebra de tamanho dos grãos os produtores tiveram problemas para cumprir contratos de entrega de cafés de peneiras mais altas, como os cafés de peneira 17 – 18. Em grande parte dos casos ouve um acordo onde os exportadores aceitaram cafés de peneiras menores.

No final do ano ouve uma normalização do período de chuvas, chegando no final do ano a ter um aumento significativo  volume de chuvas.

2016

Ouve um grande volume de chuvas, principalmente no Sul de Minas no inicio dos trabalhos de colheita, provocando a sua paralização.

Em função destas chuvas no período da colheita, os grãos que já estavam secos na  planta estão sendo atacados por fungos ainda na planta, veja foto tirada em uma lavoura do Cerrado Mineiro em Patos de Minas, sendo que é um pivô onde na parte de baixo do pivô a lavoura ainda está com grãos em maturação, e na parte alta os café já estão secos e mofado ainda estando na planta.



Em função do clima adverso, grande parte dos grãos de café passou de verde para passa muito rápido, provocando a queda o índice de cereja. Com isto os produtores não estão conseguindo fazer o café CD o que neste ano de 2016 deve ter uma queda significativa na sua oferta, e consequentemente haverá um aumento na oferta de café  natural.

Temos tido relatos de produtores que será uma safra com menor volume, porém com grãos mais graúdos.

 

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