Curiosidades

O Tietê vivo

 

postado em 17/10/2011 | Há 6 anos

Próximo à sua nascente ou após Barra Bonita, e até a foz no Paraná, ainda é possível navegar pelas águas límpidas desse rio paulista, que nada lembra o poluído e malcheiroso que atravessa a cidade de São Paulo por Valdemir Cunha O Rio Tietê não é um rio comum. Uma de suas estranhezas é não correr para o mar. Ele também não tem a importância de grandes rios do Brasil como o Amazonas e o São Francisco. Tampouco possui quedas d’água imponentes como o Iguaçu, nem foi cenário de históricas batalhas navais como o Paraguai, mas pode-se dizer que ele contribui para o desenvolvimento de São Paulo, o estado mais rico do Brasil. Nos anos que se seguiram à ocupação portuguesa nas terras paulistas, a partir de 1532, o Tietê era um obstáculo a ser vencido, com suas águas caudalosas e cachoeiras traiçoeiras. Nessa época, nos séculos XVI e XVII, o rio servia como um mapa para o Sertão do país. Já no século XVIII, o Tietê ganhou destaque por conta das rotas comerciais abertas pelas expedições fluviais, as Monções. Às suas margens ocorreram vários ciclos econômicos, como o da cana-de-açúcar, café, pecuária de corte e, hoje novamente, a cana. Na capital do estado, suas águas perceberam o processo de industrialização do país no início do século XIX. O Rio Tietê sofreu com o crescimento da cidade de São Paulo. Começou a perder sua calha original em 1920, e a partir daí suas águas foram cada vez mais poluídas pelos dejetos das fábricas e pelos esgotos. Em Salesópolis, a 60 quilômetros da capital, sua nascente continua vertendo água límpida, e o rio segue assim até o reservatório Ponte Nova, em Biritiba Mirim. A partir dali, todo tipo de sujeira invade suas águas, e o Tietê só volta a ser um rio de verdade em Barra Bonita. Dali até sua foz, em Itapura, ele influencia a economia das cidades pelas quais atravessa. De Barra Bonita até a foz, são seis barragens com grandes reservatórios para hidrelétricas; uma hidrovia que escoa parte da produção de grãos do Centro-Oeste; e a produção de cana de São Paulo. Sem falar das centenas de balneários utilizados para lazer por milhares de pessoas que ainda têm no rio um lazer, seja para pescar ou nadar.
 

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