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PREÇOS DO CAFÉ CAEM AOS NIVEIS MAIS BAIXOS EM SEIS MESES EM NY

 

postado em 22/07/2011 | Há 6 anos

A semana foi extremamente negativa no mercado internacional do café. As bolsas de Londres para o robusta e de arábica em Nova York acumularam até a quinta-feira (21 de julho) seis sessões seguidas de quedas para as cotações. Em Londres, o robusta registrou na quinta-feira os preços mais baixos desde 17 de dezembro, enquanto o arábica em Nova York apresentou o menor patamar desde o final de janeiro, ou seja, seis meses atrás.    

A ausência de risco de geadas sobre o cinturão cafeeiro do Brasil no curto prazo, com o inverno não trazendo maiores problemas com as baixas temperaturas, vem tirando sustentação do mercado internacional do café. A perspectiva de safras melhores na próxima temporada na Colômbia e no Vietnã, especialmente, países que vêm disputando a segunda colocação entre os maiores produtores mundiais, atrás do Brasil, é outro fator citado por traders para a retração no mercado.    

Além disso, o período é de recuo na demanda no Hemisfério Norte, que congrega grandes consumidores de café, em função do verão, quando naturalmente cai o consumo de bebidas quentes. Falando em Hemisfério Norte, as preocupações com a crise econômica na zona do euro, com dívidas de países ameaçando de contágio a economia global, e sinais negativos sobre a situação norte-americana também, pressionam as commodities nas bolsas de futuros. Investidores, fundos e especuladores fogem de mercados de maior risco em meio aos temores com a economia mundial, e o café sofreu com isso em alguns pregões  nas bolsas internacionais nos últimos dias.    

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), que baliza as cotações internacionais do arábica, o contrato setembro fechou esta última quinta-feira (21 de julho) a 240,80 centavos de dólar por libra-peso, tendo acumulado somente nesta semana queda de 5%. E desde o dia 13 de julho, NY já tem desvalorização de 9% no contrato setembro.     

No mercado brasileiro, os preços também vêm caindo, por conta das baixas das bolsas internacionais de café e com o dólar mais fraco (recuou até a quinta-feira 1,4% na semana). Só não recuaram mais diante da retração dos vendedores. Como o comprador também saiu das negociações em muitos momentos com a volatilidade nas bolsas, o mercado nacional permaneceu lento em termos de negócios na semana.    

No balanço da semana, o café arábica bebida dura (boa) no sul de Minas Gerais caiu de R$ 462,00 a saca de 60 quilos para R$ 447,00 a saca, acumulando queda no período de 3,2%.

 

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