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Frente parlamentar em defesa da cafeicultura é relançada

 

postado em 22/06/2011 | Há 6 anos

22/06/2011 14:13
 

Brizza Cavalcante
Breves Comunicações - Dep. Diego Andrade (PR-MG)
Diego Andrade: é necessário planejamento para desenvolver a cafeicultura.

Foi relançada nesta quarta-feira no Congresso a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cafeicultura. O grupo, que conta com 340 deputados e 6 senadores, vai dar prosseguimento ao trabalho de acompanhar as políticas de fomento e proteção ao café no Brasil.

O coordenador da frente, deputado Diego Andrade (PR-MG), disse que o maior desafio é manter e ampliar os preços atuais do café. "Hoje o preço está bom, mas o governo tem que agir para minimizar as próximas crises. Se tiver planejamento para desenvolver a cafeicultura, para agregar valor, nós podemos crescer muito e fortalecer esse importante ramo que gera emprego para o nosso país."

Ao todo, são 8 milhões de empregos no Brasil ligados à produção de café. O país tem 370 mil propriedades produtoras de café, localizadas em 2 mil municípios de 18 estados. Minas Gerais é responsável por 51% da produção no Brasil.

Interlocução com o governo

O presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), Francisco Miranda, disse que a frente é necessária porque vai atuar como um canal de interlocução permanente com o governo. "Como chegar do interior e ter um local de apoio para passar os nossos problemas? A frente nos ajuda. Porque nada se move sem a política", afirmou Miranda, durante o ato de relançamento da frente.

A Cocatrel é uma das maiores cooperativas do País e reúne mais de 4,2 mil produtores, em cerca de 60 municípios mineiros.

Atribuições

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cafeicultura vai acompanhar as políticas para o café, buscar novas tecnologias de produção e financiamentos para fortalecer a competitividade, além de apoiar o beneficiamento do produto de modo a agregar valor, promovendo a exportação do café industrializado e não somente in natura.

A intenção da frente parlamentar é trabalhar por novos mercados e consolidar a participação do País no mercado mundial de café. Além disso, investir em marketing para que o café brasileiro não tenha apenas números, mas uma boa imagem no exterior.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto / Rádio Câmara
Edição – Pierre Triboli
Agência Câmara
 

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