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Produtores de cafés especiais criam Cooperativa no Norte Pioneiro

O objetivo da cooperativa é praticar a venda de cafés especiais em conjunto e produzir cafés certificados

 

postado em 19/04/2011 | Há 7 anos

Na última terça-feira (12), a Associação de Cafés Especiais do Norte do Paraná (ACENPP) lançou a Cooperativa de Produtores de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (CONCENPP). A ideia é que os 88 associados da ACENPP participem da cooperativa, que possui 28 cooperados fundadores.

O foco da CONCENPP, segundo o presidente Luis Fernando de Andrade Leite, é expandir as vendas e comercializar cafés certificados e especiais. “A cooperativa será um braço comercial importante da ACENPP, já que nos permite comercializar em conjunto e enfrentar a concorrência”, explica.

Para o consultor do Sebrae/PR em Jacarezinho e gestor do Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro, Odemir Capello, o associativismo é o caminho para ampliar a produção: “A cooperativa viabiliza o volume necessário para negociar melhor a venda e aumenta a interação  entre a sociedade organizada e o poder público. O produtores também terão mais acesso à tecnologia. Outra vantagem é a facilidade para entrar em novos mercados”, diz.

A ACENPP foi fundada em 2008 para atender aos objetivos do Programa Cafés Especiais do Norte do Paraná. A Associação foi criada para estimular uma mudança de percepção, por parte dos produtores do Norte Pioneiro do Paraná, que deixam de focar simplesmente em commodities, para apostar em café com qualidade.

Capello comenta que o ano de 2010 marcou a reconquista do status do Norte Pioneiro do Paraná como uma região produtora de café de qualidade. O trabalho para conquistar a Indicação Geográfica (I.G.) iniciou em 2008 e confere maior visibilidade e prestígio para o Norte Pioneiro.

Além disso, a certificação, que pode ser aprovada em 2011, irá ampliar a competitividade dos cafés especiais produzidos na região. “Compradores japoneses, americanos e europeus valorizam grãos de qualidade e a I.G. deverá expandir a comercialização do nosso produto, que já conseguiu entrar no mercado internacional”, comemora Capello.

A região do norte pioneiro é a primeira do Paraná a requerer uma indicação de origem, que comprova a procedência e a qualidade de um produto. A I.G. é concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

 

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