Mercado

Produtores da Guatemala são mais comedidos com alta do café

 

postado em 25/01/2011 | Há 7 anos

Agnocafé
24/01/2011

Há 13 anos que os preços do café não superavam os 240 dólares por quintal (saca de 46 quilos). Naquela ocasião, os cafeicultores aproveitaram a bonança para comprarem aviões monomotores e helicópteros, caras camionetes, chácaras e viajar pelo mundo. Na seqüência, os preços despencaram, e a crise obrigou muito desses produtores a vender suas propriedades.
 
A atual tendência altista do grão, motivada pela especulação, não é comparada com as altas passadas, mas, mesmo assim, os cafeicultores da Guatemala parecem ter aprendido a lição e têm hoje novos planos. Atualmente, o cenário é distinto.
 
Os compradores internacionais pagam 2,40 dólares por uma libra, nível superior em até dois dólares ao que pagavam no auge da crise do início dos anos 2000. \"É a primeira vez em 25 anos que vemos esses preços com essa consistência\", disse Ricardo Villanueva, presidente da Anacafé (Associação Nacional dos Cafeicultores da Guatemala), que ponderou os efeitos que gera as altas no mercado.
 
Na região da costa guatemalteca há uma redução de mais de 40% na safra, uma queda importante que é atribuída às condições climáticas. \"Aqui o preço é um ilusão, já que há muito pouco café\", disse. A raiz da tendência altista, os compradores do grão já não realizam os pagamentos de uma só vez, sendo que agora efetuam prestações, já que não estavam preparados para esses preços, sustentou o dirigente.
 
Outro dos problemas é que a Superintendência da Administração Tributária ainda não cumpriu com a devolução do crédito fiscal aos exportadores de café do país centro-americano. Segundo Villanueva, há 34,5 milhões de dólares de devolução ainda a ser alocado para o setor exportador que ainda não foi lançado. Villanueva afirmou que o pagamento de empréstimos para produção é um dos destinos dos recursos adicionais advindos das altas, mas, no entanto, os bancos ainda não reportam grandes pagamentos por parte do setor.
 
Serguei Walter, executivo do Banco do Desenvolvimento Rural, explicou que o bom momento da cafeicultura se reflete na maior demanda de empréstimos para incrementar a capacidade produtiva das lavouras. Em créditos outorgados, o setor cafeeiro vê uma tendência de aumento.

 

Veja tambÉm: