Produção

Café conilon capixaba terá selo de qualidade

Projeto Conilon Especial visa abrir novos mercados para o grão e promover a melhoria de rentabilidade

 

postado em 22/11/2010 | Há 7 anos

por Globo Rural Online

O café conilon produzido no Espírito Santo, assim como já acontece com o arábica, terá selo de qualidade. A marca Conilon Especial será concedida aos agricultores que atenderem a uma série de exigências, como a utilização das boas práticas agrícolas e respeito ao meio ambiente. O objetivo do projeto é alcançar novos mercados nacionais e internacionais, e promover a melhoria da rentabilidade na atividade.

O Projeto Conilon Especial terá início em Vila Valério, maior produtor de conilon do estado. Posteriormente, a iniciativa, pioneira no Brasil, será expandida para os demais municípios que demonstrarem interesse. A ação é uma parceria entre a Conilon Brasil e o Incaper, a Secretaria de Agricultura de Vila Valério, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sebrae.

Para o diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo, alcançar mercados diferenciados é o caminho para aumentar a rentabilidade na atividade cafeeira. “A qualidade é a palavra de ordem atual. É preciso produzir com excelência para alcançar consumidores mais exigentes, que estão dispostos a pagar mais caro por um produto de qualidade”, afirma.


 Etapas
Segundo o engenheiro agrônomo Adelino Thomazini, o projeto possui três bases: Sistema Técnico Produtivo, Inteligência Competitiva e Gestão de Marcas. O Sistema Técnico Produtivo traz um protocolo de boas práticas agrícolas, baseadas na sustentabilidade ambiental, social e econômica. Os produtores serão auditados e, caso atendam a todas as exigências, recebem o selo. A Inteligência Competitiva visa à divulgação nacional e internacional do conilon capixaba de qualidade e à busca por mercados diferenciados. A Gestão de Marcas tem como objetivo quebrar paradigmas.

De acordo com Thomazini, o Conilon Especial pretende dissolver o paradigma de que o conilon serve apenas para misturas. “O café que consumimos hoje geralmente é composto por 60% de café arábica e 40% de conilon, o chamado blend. Acreditamos que a partir da produção de um produto de qualidade, pode-se aumentar a participação do tipo nos blends e ele pode até mesmo ser consumido puro”, explica.

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil. Com 7,6 milhões de sacas, o estado representa 72% da produção nacional. A produtividade média das lavouras está em 26 sacas por hectare, sendo que alguns cafeicultores já alcançam 180 sacas por hectare.

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