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Com demanda aquecida, café brasileiro deve permanecer firme

 

postado em 28/07/2010 | Há 7 anos


Bloomberg | CNC

28/07/2010

Conversão para português: P1 Agência de Notícias
 
Os preços do café arábica no Brasil, maior produtor mundial da commodity, permanecerão firmes, próximos aos níveis mais elevados dos últimos cinco anos, devido à demanda aquecida superar a oferta, apontou o Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo Cepea/Esalq USP.
 
Segundo a analista Fernanda Geraldini, os produtores devem vender o café colhido entre abril e setembro deste ano por volta de R$ 300,00 e R$ 310,00 a saca de 60 kg. Em Minas Gerais, o maior Estado produtor do Brasil, no dia 24 de junho, a cotação chegou a R$ 313,07, sendo a maior registrada desde março de 2005, conforme dados do Cepea.
 
A crescente demanda global superará a produção neste ano, devendo absorver o aumento na oferta que ocorrerá com a entrada da grande safra brasileira no mercado, anotou Fernanda. Os futuros do café arábica, em Nova York, caíram, ontem, ao seu menor nível em mais de uma semana devido à preocupação com o fato de que o ingresso do café brasileiro impulsione as vendas.
 
\"A oferta de café de boa qualidade é muito pequena, então os preços devem permanecer firmes mesmo após a entrada de grandes volumes no mercado em agosto\", disse, ontem, Fernanda Geraldini, em entrevista por telefone a partir de Piracicaba (SP), Brasil.
 
No dia 18 de junho, o adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) no Brasil divulgou que a produção brasileira, neste ano, crescerá 23%, para um recorde de 55,3 milhões de sacas, em função do ciclo de alta dentro da bienalidade.

 
  
   

 

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