Produção

Cafeicultores de Araponga garantem alta qualidade este ano

 

postado em 23/06/2010 | Há 7 anos

Minas Gerais  
  
quarta-feira, 23 junho, 2010 20:14

Os cafeicultores do município de Araponga, na Zona da Mata mineira, estão em plena colheita, com a perspectiva de manter o alto nível de qualidade dos anos anteriores. Uma combinação de topografia favorável e cuidadoso manejo dos cafezais faz com que a região passe longe das preocupações com os efeitos de fenômenos climáticos sobre a safra atual.

“Os produtores por aqui estão bem satisfeitos. A colheita deve estar concluída até o final de agosto, com uma média de 20 sacas por hectare. Devido à altitude, superior a mil metros, e aos cuidados empregados nas lavouras, vamos manter este ano a produtividade e o padrão de qualidade, entre os melhores do Brasil”, afirma o engenheiro agrônomo Regivaldo Moreira Dias, do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que atende cerca de 600 cafeicultores no município.

A Zona da Mata foi uma das regiões de Minas Gerais mais prejudicadas com as condições do último verão, caracterizado por forte período de estiagem e temperaturas mais altas que a média em janeiro e fevereiro. “Mas como o terreno do município é montanhoso, a precipitação foi maior, o que manteve a umidade adequada na época de enchimento dos grãos”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-MG.

Outro problema sentido por cafeicultores de todo o Estado foram as floradas irregulares, em função do excesso de chuvas no inverno de 2009. Assim, as plantas tiveram um tempo maior de período vegetativo, com mais brotações do que o normal. Com várias floradas, o resultado é a ocorrência de grãos verdes e maduros em um mesmo galho. Se colhidos juntos, a presença dos grãos verdes prejudica a qualidade da bebida.

Mas, na avaliação de Regivaldo Moreira Dias, os cafeicultores de Araponga mais uma vez sairão em vantagem, pois a produção cafeeira do município, já há alguns anos, é reconhecida por ser uma das mais qualificadas. “Os produtores estão bem preparados para manter o alto padrão de qualidade, o que é muito vantajoso, pois a diferença de preço chega a ser de até R$ 100,00 por saca, em relação ao café comum”, afirma.

Agência Minas

 

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