Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - Operações no mercado cafeeiro finalizaram a quarta-feira com pouca alteração

 

postado em 24/02/2010 | Há 7 anos


 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 270,00 R$ 260,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 270,00 R$ 260,00 Maio/2010 132,85 +0,60
Alta Paulista/Paranaense R$ 263,00 R$ 253,00 Julho/2010 134,55 +0,65
Cerrado R$ 275,00 R$ 265,00 Setembro/2010 136,10 +0,60
Bahiano R$ 263,00 R$ 253,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 224,00 R$ 220,00 Março/2010 161,40 +0,50
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 233,00 R$ 230,00 Setembro/2010 155,60 +0,45
Dólar Comercial: R$ 1,8260 Dezembro/2010 157,95 +0,45

  As operações no mercado cafeeiro finalizaram a quarta-feira com pouca alteração, em N.Y. a posição maio variou entre a mínima -0,45 pontos e máxima de +1,05 fechando com +0,60. No interno vendedores retraídos com alguns negócios isolados sendo concluídos.

  O dólar encerrou os trabalhos inalterado, cotado à R$ 1,8260 em um dia marcado pelo discurso de Ben Bernanke, que reafirmou seu comprometimento com os juros baixos "por um longo período", citando a fragilidade da recuperação econômica, com especial menção da taxa de desemprego dos EUA, em torno de 10%. As Bolsas de Valores reagiram de forma favorável 
ao discurso, com exceção da brasileira Bovespa, que opera em campo negativo. As notícias da zona do euro continuam desanimadoras: foi revelado hoje que o PIB (Produto Interno Bruto) alemão registrou em 2009, sua pior contração desde o final de Segunda Guerra Mundial. Entre as notícias internas mais importantes, o governo revelou um desempenho significativo das contas públicas: o superávit primário atingiu 5,22% do PIB em janeiro, o equivalente a uma economia de R$ 13,9 bilhões. Este foi o segundo melhor desempenho registrado para um mês de janeiro, dentro da série histórica das contas nacionais. E a Fipe-USP calculou uma inflação de 0,85% no período da terceira quadrissemana deste mês (30 dias até 21/02) no município de São Paulo, pela leitura do IPC. Na medição an terior, a variação de preços foi mais alta: 1,09%.

  Na última segunda-feira 22/02, líderes da 
cafeicultura estiveram reunidos em Brasília com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes a fim de apresentarem proposta para melhorias na política do setor. Os principais pedidos foram a transformação das dívidas em Cédulas de Produto Rural (CPR) e a implantação do programa de mecanização do trabalhador rural.  A comissão foi liderada pelo presidente da Cooparaíso e da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Carlos Melles, que apresentou o documento e discutiu as duas necessidades mais urgentes de melhoria para os cafeicultores.

  De acordo com Carlos Melles, "De uma maneira geral o produtor brasileiro deve uma safra, alguns mais. Um caminho é transformar o que devemos em CPR´s. É uma medida inteligente, acaba com o nosso estoque de dívidas”. As cédulas 
seriam emitidas em nome do produtor devedor, avalizadas pelo Banco do Brasil e repassadas ao Funcafé. A proposta apresentada é uma nova versão de uma reivindicação feita no ano passado pelo movimento SOS Cafeicultura e que propunha a conversão de todas as dívidas financeiras dos produtores (Funcafé e demais fontes do Crédito Rural) em produto físico (saca de 60 kg de café) por um período de 20 anos, a um preço base de R$ 320,00/saca para o café tipo 7; o pagamento seria feito pelo sistema equivalência-produto (em sacas de café) correspondente a 5% da dívida financeira total ao ano, sem juros, por 20 anos. A pauta incluía ainda a revisão do preço mínimo para o café, atualmente em R$ 261,69/saca. Atualmente, segundo o presidente do CNC, o montante total da dív ida chega a R$ 6 bilhões.

  A segunda proposta traria a redução do custo de produção com a mecanização da colheita. A idéia é ter o apoio de agentes financeiros para facilitar a liberação de linhas de crédito a fim de que os trabalhadores pudessem adquirir derriçadores para prestarem serviço na colheita, e que os próprios produtores pudessem ter suas máquinas. “Se considerarmos o preço da saca de café em R$ 260,00 a colheita no processo manual chega a representar até 40% do custo de produção. Na colheita semimecanizada, por exemplo, o custo de produção é reduzido em torno de 30%, que pode ser considerado o lucro que o produtor passará a ter, que ele não tem alcançado há anos”, disse o pesquisador da Universidade da Lavras, Fábio Moreira, um dos apoiadores do projeto. Na reunião com o Ministro os dois pontos foram discutidos entre secretário Nacional de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone; o presidente do Conselho Nacional de Café, Gilson Ximenes; representante da comissão do café do CNC, Breno Mesquita; presidentes de cooperativas, como Maurício Miarelli (Cocapec), Carlos Paulino (Cooxupé); o vice-presidente da Cooparaiso, José Fichina e outros representantes de instituições do setor. Ainda não houve sinalização por parte do governo em atender tais reivindicações, porém o Ministro prometeu estudar os pedidos. As propostas foram elaboradas em reunião que aconteceu no dia 1º de fevereiro, na Cooparaiso, com a presença de presidentes das cooperativas de café.


 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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