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Mercado de café com demanda animada para o Brasil

 

postado em 24/02/2010 | Há 8 anos

Redução da safra da Colômbia estimula procura sobretudo pelo grão fino, que já começa a faltar. Problemas no México e no Haiti também podem elevar cotações

As cotações do mercado brasileiro de café começaram 2010 sustentadas por problemas na safra colombiana, o que aumenta ainda mais a demanda pelo café brasileiro, principalmente o fino. Por enquanto, os preços físicos não foram afetados pela geada no México e pelo terremoto no Haiti. Segundo o Cepea/Esalq, se houver confirmação de danos nos cafezais desses países, os primeiros impactos seriam na Bolsa de Nova York (ICE-Futures).

Em dezembro de 2009, a média de preços do indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, ficou em R$ 281,57 por saca. Na primeira quinzena de janeiro, a média de preços foi de R$ 278,98.

A tendência para o médio prazo, segundo analistas de mercado, é de um cenário de preços positivos, tendo como base a safra brasileira e colombiana. Notícias como a implantação no Brasil, em 2011, de uma base da Lavazza, uma das maiores indústrias de café do mundo, animaram o mercado. A confirmação disso aumentaria o valor agregado do produto brasileiro.

Na produção, o Brasil poderá colher uma safra recorde: entre 45,9 milhões e 48,7 milhões de sacas, de acordo com a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 0 crescimento se deve à chegada do ano de alta da bianualidade do café e também ao clima chuvoso que predomina no estágio de desenvolvimento.

A Conab estimou a produção de café do tipo arábica na nova safra brasileira entre 34 milhões e 36,1 milhões de sacas - foram 28,9 milhões na temporada anterior. 0 tipo robusta foi estimado entre 11,9 milhões e 12,5 milhões de sacas (10,6 milhões anteriormente).

 

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