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COTAÇÃO DO CAFÉ - Alta do dólar impulsionou as operações do mercado de café, NY fechou em baixa

 

postado em 28/01/2010 | Há 8 anos

Infocafé de 28/01/10    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 275,00 R$ 265,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 275,00 R$ 265,00 Março/2010 132,95 -0,60
Alta Paulista/Paranaense R$ 270,00 R$ 260,00 Maio/2010 134,85 -0,60
Cerrado R$ 278,00 R$ 268,00 Setembro/2010 138,10 -0,55
Bahiano R$ 270,00 R$ 260,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 226,00 R$ 222,00 Março/2010 162,55 +0,15
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 236,00 R$ 233,00 Setembro/2010 159,00 -0,25
Dólar Comercial: R$ 1,8670 Dezembro/2010 161,50 +0,20

  Novamente a alta na cotação do dólar impulsionou as operações no mercado cafeeiro, em N.Y. a posição março oscilou entre a máxima de +1,35 e mínima de -1,50 pontos, fechando com -0,60. Mercado interno com alguns negócios isolados sendo concluídos.
  O dólar encerrou o dia em campo positivo pelo oitavo dia consecutivo, cotado a R$ 1,8670 alta de 0,43%. Desde a semana passada o dólar vem seguindo essa trajetória de alta nas operações domésticas, em grande medida por causa da valorização da moeda no mercado internacional de moedas.
  O Banco Central interveio no mercado de câmbio com leilão de compra de dólar, a taxa de corte das propostas ficou em R$ 1,875. No período da manhã, o mercado doméstico de  câmbio conseguiu uma pequena realização de lucros, no rastro de uma melhora do ambiente internacional, que se apoiava nas notícias de ontem. Porém, o alívio externo durou pouco. Desde cedo, o euro sofria com a renovação de preocupações com questões fiscais de países da região, principalmente a Grécia, rompendo para baixo a marca de US$ 1,40. Ainda assim, a moeda europeia era exceção e as demais divisas, entre elas o real, conseguiam alta diante do dólar. Mas vieram os dados dos EUA, todos piores do que o esperado e os movimentos de aversão ao risco foram retomados.
  O consumo de café no Brasil tem crescido a taxas incomparáveis no mundo. Estima-se que a média mundial é de 1,5% ao ano, mas o índice no Brasil alcançou 4,15% no ano passado (mais 740 mil sacas), saltando para 18,4 milhões de sacas. O resultado surpreendeu a própria indústria de café, que esperava inicialmente crescimento de 3%. Mas o setor vive um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que o consumo aumenta, as indústrias passam por "situação aflitiva, vendo a rentabilidade desaparecer", informa o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz.
  De acordo com Nathan, vários fatores contribuem para agravar a situação, como por exemplo: a estabilidade dos preços do café no varejo há pelo menos quatro anos, "enquanto os custos só aumentaram". Em janeiro de 2008, o café custava R$ 10,20/kg, em média, nos supermercados, enquanto em dezembro/2009 o preço era de R$ 10,49/kg, uma evolução de somente 2,8%, abaixo da inflação do período. Assim, o café continua sendo um produto muito acessível aos consumidores, mesmo nas categorias de maior qualidade e mais valor agregado, como os cafés superiores e gourmet.
  O diretor-executivo comenta que uma das saídas é a diferenciação pela qualidade, com oferta de produtos certificados, que podem elevar o valor agregado. "Por isso, a oferta de grãos superior e gourmet tem aumentado, numa tentativa de recuperar a rentabilidade", diz. Ele considera, ainda, que fusões e aquisições no setor são uma tendência, para buscar sinergias e redução de custos nas empresas.
  De acordo com o presidente da Abic, Almir José da Silva Filho, na previsão inicial feita pela entidade para o ano de 2009 foi levada em conta a crise econômica mundial. No entanto, segundo ele, a crise não afetou o consumo de café, assim como se constatou em muitos outros segmentos produtivos. O consumo per capita de café no Brasil em 2009 foi de 5,81 kg de café em grão cru, ou 4,65 kg de café torrado, quase 78 litros por pessoa por ano, registrando uma evolução de 3% em relação ao período anterior. Estudo da Abic mostra que o resultado aproxima o consumo per capita brasileiro ao da Alemanha (5,86 kg/hab/ano) e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nó rdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini

 

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