Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - O mercado cafeeiro já está acomodado, com as festas de final de ano,

 

postado em 30/12/2009 | Há 8 anos

Infocafé de 30/12/09    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 270,00 R$ 260,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 270,00 R$ 260,00 Março/2010 136,65 +0,30
Alta Paulista/Paranaense R$ 265,00 R$ 255,00 Maio/2010 138,45 +0,30
Cerrado R$ 275,00 R$ 265,00 Setembro/2010 141,25 +0,25
Bahiano R$ 265,00 R$ 255,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 230,00 R$ 225,00 Março/2010 169,55 +0,30
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 235,00 R$ 230,00 Setembro/2010 164,15 -0,30
Dólar Comercial: R$ 1,7430 Dezembro/2010 167,50  0,00

  O mercado cafeeiro já está acomodado, com as festas de final de ano, com isso o volume de negócios é reduzido. As operações em N.Y. seguem pressionadas  pela liquidação de fundos de investimento, a posição março variou entre a máxima de +1,80 e mínima de -0,35 pontos, fechando com +0,30 pontos na mesma.
  O dólar comercial fechou o dia estável, cotado a R$ 1,743. Amanhã, apenas algumas operações devem ocorrer no mercado interbancário, em um dia de pouca movimentação nas tesourarias de bancos. A semana termina com queda de 0,57% e o mês com baixa de 0,74%. No ano, a moeda acumulou queda de 25,29% em relação ao real.  A Economatica, que detém registros do câmbio desde 1965, afirma que esta é a maior desvalorização nominal do dólar em relação a todas as moedas brasileiras.
  Aos poucos, o brasileiro está deixando de encarar o cafezinho como mero encerramento das refeições. As cafeteiras expressas, mais sofisticadas que as de filtro, e que custam nove vezes mais, em média, vêm ganhando espaço, com a oferta de blends variados e apresentações da bebida que fogem ao tradicional café puro. Segundo levantamento da consultoria GFK, no acumulado de janeiro a novembro deste ano, enquanto o mercado total de cafeteiras ficou praticamente estável em relação ao mesmo período de 2008 (ligeira alta de 1%, para 1,62 milhão de unidades), as vendas do modelo expresso cresceram 37% em volume.

As expressas, que preparam o café a partir de grãos ou cápsulas e exibem um design capaz de impressionar qualquer visita, ainda são minoria nesse mercado, 7,5% do volume total, s em levar em conta a venda direta das fabricantes, entre elas, as italianas DeLonghi e Saeco e a suíça Nestlé Nespresso. Mas, de acordo com a GFK, isso é quase o dobro do que as expressas representavam há um ano (4%).
Segundo Gisela Pougy, diretora da GFK, o preço médio do produto, que é importado, vem diminuindo, o que contribui para o aumento das vendas.
  O produto foi um dos campeões de vendas neste Natal do site Amercantil, especializado em eletroeletrônicos e eletroportáteis. Foram 120 unidades vendidas nas três primeiras semanas do mês, contra uma média de 30 na mesma época do ano passado. "O recuo do dólar fez aumentar o interesse das pessoas de ter em casa o melhor café da padaria", diz Márcio Albino, sócio da Amercantil.
  Segundo a GFK, o mercado de cafeteiras como um todo é o quinto dentro de eletroportáteis. Perde para preparadores de alimentos (batedeiras, liquidificadores etc.), ferro de passar, secadores e modeladores de cabelos. Só estes últimos (as "chapinhas"), venderam nada menos que 4 milhões de unidades entre janeiro e novembro.

As empresas 
italianas estão no caminho do empresário João Zangrandi, 45 anos. Nascido em Treviso, norte da Itália, ele foi criado no Brasil, mas voltou à terra natal no fim dos anos 80 e início dos anos 90. Foi lá que percebeu o sucesso do Vaporetto, um aspirador-limpador a vapor, fabricado pela Polti, sem concorrentes semelhantes no Brasil. Zangrandi ficou com 40% da nova filial brasileira da Polti, mas a história não terminou bem. "Depois de o Brasil se tornar o maior mercado do mundo para o Vaporetto, os italianos quiseram me tirar do negócio", lembra.

A briga foi parar na Justiça, a Polti enfrentou problemas e acabou saindo do país, enquanto que a fábrica do Vaporetto em Araras (SP) foi parar nas mãos de Zangrandi. É lá que o empresário, hoje presidente da filial brasileira da DeLonghi, pretende instalar a linha de montagem da italiana no país. No mundo, a empresa divide com a suíça Oegsteur a fabricação das máquinas da Nespresso para a Nestlé.

Aqui, além das cafeteiras, a DeLonghi vende ar condicionado portátil, ferro de passar, forno elétrico e aquecedor. "Estamos estudando essa possibilidade, já que o mercado res pondeu muito bem ao primeiro ano da empresa no Brasil", diz Zangrandi, que trocou a presidência da Saeco pela da DeLonghi. Diferentemente da Polti, porém, a Saeco deixou boas recordações. "É uma grande empresa", elogia Zangrandi. Em todas as italianas, ele sempre fez questão da sua fatia de 40% do controle. Valor Econômico

    DESEJAMOS A TODOS OS CLIENTES E AMIGOS BOAS FESTAS E PRÓSPERO 2010

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

Veja tambÉm: