Reajuste do preço mínimo do café pode sair até o fim deste mês

04/04/2013

O aumento no preço mínimo do café arábica de R$ 261,69 para R$ 340,00, tão esperado pelos produtores brasileiros, poderá ser aprovado até o final deste mês, segundo declarações de representantes do setor. Porém, ainda não há uma data definida.


Os cafeicultores esperavam que  essa aprovação fosse anunciada na última quinta-feira (28), depois da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Entretanto, foi autorizada apenas a prorrogação do prazo das operações de crédito rural para estocagem feitas de 1º de janeiro de 2012 a 28 de março deste ano.


Segundo Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), para que esse reajuste seja aprovado até o final de abril será necessária muita vontade política. “A presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu, e o presidente da FAEMG (Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais), Roberto Simões, estão empenhados em conseguir uma agenda com o ministro da Agricultura [Antônio Andrade] a fim de mostrar a necessidade extremamente urgente da aprovação desse aumento do preço mínimo”, disse.


Somente depois da aprovação do valor é que haverá a possibilidade de o governo intervir no mercado com mecanismos de política agrícola, como a realização de leilões – de Pepro, por exemplo, ou o pagamento de subsídios.


Ainda segundo Mesquita, é preciso que se aprove o quanto antes esse aumento para que o produtor tenha condições melhores para negociar sua safra, podendo garantir valores adequados e tentando amenizar as especulações do mercado internacional sobre a produção brasileira de café que já pressionam as cotações em Nova York – e refletem negativamente no mercado interno. 


“Tempo é essencial na agricultura. Embora se fale em estoques excedentes, a relação entre a oferta e a demanda está equilibrada. O Brasil vá produzir uma safra volumosa, mas o consumo está crescendo e ela deverá ser tranquilamente absorvida. Porém, é preciso vontade política para fazer o que é necessário”, disse o representante da CNA.


O produtor de café Marco Antonio Jacob, de Espírito Santo do Pinhal/SP, atua há mais de 30 anos no mercado e afirma que há anos os problemas do setor são os mesmos. “Falta inteligência no mercado do café”, afirma. Jacob defende a implementação de medidas rápidas e simples que possam, ao menos, manter a atividade viável para os cafeicultores. “As informações, como o custo de produção, deveriam ser atualizadas a cada quinzena para que pudessem condizer com as nossas necessidades. Além disso, deveria se fazer valer uma lei em que não se exporta café abaixo do preço mínimo”, defende o produtor. 



Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

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