fonte: Cepea

Rabobank aponta “redução significativa” da safra de café arábica do Brasil em 2025

Os números serão divulgados em breve, acrescentou o relatório, afirmando que as chuvas retornaram em outubro, mas as regiões produtoras voltaram a ter condições adversas em fevereiro e parte de março.

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SÃO PAULO (Reuters) – A safra de café arábica do Brasil terá uma “redução significativa” em 2025/26 na comparação com o ano anterior após um tempo quente e seco no ano passado que afetou o pegamento da florada, afirmou o Rabobank em relatório nesta segunda-feira.

Após a realização de uma expedição técnica pelas lavouras, o banco disse ainda que a safra ficará abaixo das expectativas.

Os números serão divulgados em breve, acrescentou o relatório, afirmando que as chuvas retornaram em outubro, mas as regiões produtoras voltaram a ter condições adversas em fevereiro e parte de março

SÃO PAULO (Reuters) – A safra de café arábica do Brasil terá uma “redução significativa” em 2025/26 na comparação com o ano anterior após um tempo quente e seco no ano passado que afetou o pegamento da florada, afirmou o Rabobank em relatório nesta segunda-feira.

Após a realização de uma expedição técnica pelas lavouras, o banco disse ainda que a safra ficará abaixo das expectativas.

Os números serão divulgados em breve, acrescentou o relatório, afirmando que as chuvas retornaram em outubro, mas as regiões produtoras voltaram a ter condições adversas em fevereiro e parte de março.

O Rabobank acrescentou que, apesar do clima ruim em Rondônia, a produção brasileira de café canéfora (robusta e conilon) deverá crescer em 2025/26.

Na temporada anterior, segundo cálculo do Rabobank, o Brasil colheu 67,1 milhões de sacas de 60 kg de café, sendo 44,1 milhões de grãos arábica e o restante de canéforas.

O banco citou ainda que as condições climáticas também desafiam a próxima safra de cana-de-açúcar do centro-sul, com início oficial em 1º de abril.

A estimativa de moagem é de 595 milhões de toneladas em 2025/26, versus 617,3 milhões de toneladas no acumulado da safra atual até meados de março.

Para o milho, cuja colheita total depende muito do desenvolvimento do milho segunda safra, o Rabobank estima produção brasileira de 126 milhões de toneladas, alta de 3 milhões na comparação anual.

Para a soja, com colheita caminhando para o final, o Rabobank estima uma produção recorde de 170 milhões de toneladas, alta de 15 milhões versus a temporada passada, afetada pelo clima.

Recorde para fertilizantes

O Rabobank também citou que os produtores de grãos seguirão com margens mais apertadas, após o ciclo de “bonança” que durou até 2023, ao observar que o mercado de fertilizantes, importante insumo, registra tendência de alta, com destaque para o fósforo.

Ainda assim, o banco projeta um aumento de 2% nas entregas de fertilizantes no mecado brasileiro em 2025, para 46,6 milhões de toneladas, o que seria um recorde histórico, considerando dados divulgados pela associação do setor, Anda.

As entregas em 2024 terminaram com queda de 0,5% ante ao ano anterior, para 45,6 milhões de toneladas, segundo a Anda.

“Apesar da alta nos custos com fertilizantes, devemos observar um aumento nas entregas ao consumidor final”, afirmou o relatório, citando perspectivas favoráveis para o mercado de grãos.

As compras de fertilizantes devem se aquecer ao longo do segundo trimestre, completou.

(Por Roberto Samora)

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