Para a safra 2025/26, as projeções indicam um aperto no equilíbrio entre produção e consumo global
O clima quente e seco predominou sobre os cafés arábica e robusta no Brasil entre fevereiro e a quinze primeirana de março, o que prejudicou o enchimento dos grãos e dificultou as adubações. De acordo com o relatório do Itaú BBA, apesar da previsão de chuvas nos próximos dias, existe uma preocupação com o rendimento da safra, que pode ter maior proporção de grãos menores.
Os preços do café arábica na Bolsa de Nova York (NY) seguiram em alta entre o início de fevereiro (USD 3,78/lp) e 19 de março (USD 3,95/lp), com um aumento de 4,4% no período. Em reais, o avanço foi de 0,8%, devido à desvalorização do dólar.
A baixa disponibilidade de cafés remanescentes da safra 2024/25, especificações nas mãos de produtores capitalizados, sugere que os preços continuarão sustentados no curto prazo. A incerteza climática está restrita aos produtores de marketing, especialmente devido ao grande diferencial de preços entre o Brasil e Nova York, que atualmente está em USDc -60/lp, contra USDc -35/lp no ano passado.
Para a safra 2025/26, as projeções indicam um aperto no equilíbrio entre produção e consumo global. No entanto, caso o crescimento do consumo seja inferior aos 3% previstos – algo plausível devido ao aumento dos preços – o déficit projetado pode se transformar em um superávit de 3 milhões de sacas, ainda assim inferior ao registrado no ciclo atual.
Fonte: Itaú BBA
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