fonte: Cepea

Ferramenta promete detectar maturação do café com até 97% de precisão

Solução utiliza inteligência artificial para processar mais de 20 mil imagens de plantas em menos de meio dia

Por Canal Rural

O faturamento bruto total das lavouras de café no Brasil em 2024 deve ser de, aproximadamente, R$ 66,5 bilhões, de acordo com informações divulgadas pelo Observatório do Café.

Desse total, a espécie Coffea arabica (arábica) corresponde a mais de 70%, o que representa cerca de R$ 48 bilhões da receita.

Pensando nesse potencial, a empresa de soluções tecnológicas CodeBit e a agrotech AgroBee se uniram para otimizar o tempo de coleta de dados nos cafezais.

A promessa é que uma nova ferramenta criada pelas duas (que ainda está em desenvolvimento e não foi batizada) permita ao produtor prever a produtividade das plantas antes mesmo da colheita. “Foi um desafio metodológico e tecnológico”, afirma Heitor Cunha, CEO da CodeBit.

Segundo ele, durante quatro meses, um modelo de inteligência artificial (IA) que utiliza Redes Neurais Convolucionais para a detecção de objetos em imagens foi treinado pela equipe da empresa.

Assim, com uma base de dados de mais de cinco mil imagens, o modelo atingiu 97% de precisão na contagem e na detecção do estado de maturação dos frutos.

De acordo com Cunha, a tecnologia consegue processar mais de 20 mil imagens em menos de meio dia.

Análise de grande volume de café

Lavoura de café
Foto: Seaf-MT

A ferramenta ainda depende de avaliação da Fapesp para que a segunda fase de desenvolvimento prossiga. Ela utiliza algoritmos de aprendizado de IA para analisar grandes volumes de informações rapidamente.

“Tradicionalmente, a estimativa de produção é feita de forma empírica. Com essa automação, podemos analisar um grande volume de dados em pouco tempo e com maior precisão”, explica Diego Moure Oliveira, PhD e R&D Manager da AgroBee.

Segundo ele, a solução digital vai permitir ao produtor a identificação de demandas locais da lavoura, assim como otimizar o uso de insumos, recursos hídricos e defensivos, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa e a pegada de carbono.

As empresas informam, ainda, que planejam expandir o uso da tecnologia, disponibilizando-a para smartphones, o que deve permitir o acesso de pequenos e grandes produtores.

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