Essa queda pode ser parcialmente atribuída à maior competitividade do robusta vietnamita em termos de preço
Em janeiro de 2025, o Brasil exportou 4 milhões de sacas (60kg) de café, uma queda de 1,6% em comparação com o mesmo periodo de 2024.
Enquanto as exportações de café arábica permaneceram quase estáveis em relação a janeiro de 2024, as exportações de café robusta/conilon cairam 29%.
Essa queda pode ser parcialmente atribuida à maior competitividade do robusta vietnamita em termos de preço, bem como ao aumento da oferta devido ao fim da safra no Vietnā. Vale a pena destacar as exportações de café solúvel que cresceram 25% em relação ao ano anterior.
O relatório do Cecafé destaca que cerca de 1,8 milhão de sacas não foram embarcadas em 2024 devido a gargalos logísticos continuos.
Nos próximos meses, espera-se que as exportações desacelerem gradualmente devido aos baixos estoques no Brasil.Em fevereiro, a relação de troca continua em tendência de queda, com 1 saca de café (60kg) sendo necessária para comprar uma tonelada de fertilizante (mistura 20-05-20), a melhor relação de troca desde 2012 (início da nossa análise).
Isso representa uma queda de 54% em comparação com o mesmo periodo do ano passado, quando eram necessárias 2,2 sacas de café. O forte aumento nos preços do café favoreceu a relação de troca, apesar das recentes altas nos preços dos fertilizantes, especialmente a ureia.
Os preços do café continuam a valorizar no Brasil, seguindo a tendência do mercado internacional, onde os preços em Nova York ultrapassaram a barreira de USD 4,0/lb. Em janeiro, os preços do café arábica e conilon no Brasil aumentaram 8% e 10%, respectivamente, em comparação com o més anterior.
Em fevereiro, os preços continuam a subir, com o arabica atingindo uma média de BRL 2.647 por saca (60kg) e o conilon BRL 2.070 por saca. Entre outros fatores, a expectativa de menor produção de café arábica em 2025/26 no Brasil e os baixos níveis de estoque local estão trazendo volatilidade ao mercado.
Recentemente, a ABIC divulgou que o consumo de café no Brasil atingiu 21,9 milhões de sacas em 2024 (novembro-outubro), um aumento de 1,1% em comparação com 2023.
Esse número está próximo da estimativa do Rabobank de 21,6 milhões de sacas (julho-junho). O crescimento ocorre em meio ao aumento dos preços ao consumidor, que registraram uma alta de 44% entre janeiro e dezembro de 2024 (ABIC).
Espera-se que os preços do café nos supermercados subam cerca de 25% nos próximos meses, já que os preços do café arábica aumentaram 162% e os preços do conilon 146% nos últimos 12 meses.
Em janeiro, as chuvas foram satisfatórias nas principais regiões produtoras de café. Até agora, em fevereiro, exceto nas regiões de Matas de Minas (leste de Minas Gerais) e Espirito Santo, as chuvas estão ocorrendo. As chuvas devem continuar favorecendo o desenvolvimento dos grãos.
No entanto, elas podem não compensar totalmente os danos causados pelo baixo pegamento da florada que ocorreu nas regiões produtoras de café arábica. No final deste més, a equipe do Rabobank deve iniciar seu crop tour para estimar a colheita brasileira de 2025/26.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber as principais notícias da Cafeicultura