fonte: Cepea

Europa também tem ‘café fake’, feito de chicória

Produto com sabor parecido com o do grão surgiu na Alemanha, no século 18. No Brasil, outro tipo de mistura ‘sabor café’ está sendo avaliada pelo Ministério de Agricultura.

20 de março de 2025 | Sem comentários Comércio Consumo

Por g1

O “café fake” ou “cafake” pode ser uma novidade no Brasil, mas, na Europa, ele já é bastante comum e é uma alternativa econômica à bebida.

Conhecido na Alemanha como kaffeeersatz, o produto é feito de uma mistura de ingredientes tostados que lembram o aroma do grão original, segundo a reportagem da Deutsche Welle.

O kaffeeersatz se popularizou no continente no século 18, pela dificuldade em se encontrar o grão, que é africano. Na época, o pó era feito com uma planta nativa, a chicória.

Hoje, a flor de chicória ainda é usada, mas também há outros ingredientes, como a cevada.

Atualmente, além de ser uma alternativa mais econômica, a versão da bebida também é vista como uma opção para quem quer evitar a cafeína.

‘Café fake’ brasileiro

No Brasil, o produto apelidado de “café fake” tem gerado polêmica, já que pode confundir consumidores por tentar imitar as embalagens de marcas famosas. A descrição “pó para preparo de bebida sabor café” fica em letras pequenas, na parte de baixo dos pacotes.

O produto veio como uma alternativa aos preços elevados do grão. Com o kg do café a quase R$ 50, um pacote de 500 g de “café fake” pode ser encontrado por R$ 13,99 nos supermercados em janeiro.

Apesar do apelido “café fake”, o governo ainda investiga se ele pode ser considerado uma fraude, informou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso.

O ministério apura quais seriam os ingredientes utilizados. Para ser considerado café, o produto pode ter apenas o grão. Mas nem toda embalagem do “café fake” menciona a receita ou até mesmo contém o grão, algumas apontam que ele é feito de cevada ou milho, por exemplo.

Em fevereiro, o governo federal apreendeu produtos de três fábricas suspeitos de serem “café fake”. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a matéria-prima utilizada no produto comercializado também foi apreendida.

Nos três locais fiscalizados, os agentes encontraram irregularidades nas matérias-primas utilizadas, como cascas, grãos defeituosos (quebrados, pretos e ardidos, por exemplo) e aromatizantes. Nas embalagens dos produtos comercializados, a polpa do café era informada como ingrediente, mas ela não foi encontrada na apreensão.

Os produtos finais (os pós usados para preparar a bebida) que foram apreendidos nos estabelecimentos ainda estão em análise.

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