O mercado tem suporte do câmbio, mas também realiza ajustes técnicos ante a queda registrada na semana passada e também repercute o avanço da colheita no Brasil.
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam o pregão desta terça-feira (16) com leve alta e estenderam os ganhos da sessão anterior. Ainda assim, os preços externos da variedade seguem distantes de US$ 1,50 por libra-peso, patamar registrado nos últimos dias, mas se consolida em cerca de US$ 1,45/lb. O mercado tem suporte do câmbio, mas também realiza ajustes técnicos ante a queda registrada na semana passada e também repercute o avanço da colheita no Brasil.
O contrato setembro/16 encerrou o pregão de hoje cotado a 137,40 cents/lb com alta de 45 pontos, o dezembro/16 anotou 140,75 cents/lb com 20 pontos de avanço. Já o março/17 registrou 143,90 cents/lb e o maio/17 teve 145,75 cents/lb, ambos os vencimentos com valorização de 15 pontos.
De acordo com o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, o dia nos mercado globais, de um modo geral, foi marcado por curtas e negativas oscilações. No caso do café, o cenário, apesar de positivo, foi bem parecido. “A tônica especulativa presenciada é mais ou menos a mesma”, pondera Magalhães.
Assim como nos últimos dias, o dólar comercial tem impactado os preços externos do café arábica no terminal externo, pois influencia diretamente nas exportações da commodity. Após três altas consecutivas, a moeda estrangeira recuou nesta terça-feira acompanhando dados sobre a inflação nos Estados Unidos. Às 15h30, o dólar comercial caía 0,28%, vendido a R$ 3,1795.
O dólar mais baixo em relação ao real tende a desencorajar as exportações do grão brasileiro. Por outro lado, os preços externos da variedade esboçam reação. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) apontam que os embarques do país em julho totalizaram 1,91 milhões de sacas. O volume representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 2,55 milhões de sacas.
A safra 2016/17 do Brasil também movimenta o mercado. Com a melhora climática nos últimos meses, os trabalhos de colheita caminham para o fim. “Operadores disseram que os ganhos foram limitados por conta da ampla oferta de café no curto prazo com uma colheita melhor do que o esperado no maior produtor Brasil, que está em seu estágio final”, reportou a Reuters nesta terça-feira.
Segundo estimativa da Safras & Mercado divulgada na quinta-feira (11), a colheita brasileira até dia 10 de agosto estava em 81%. Tomando por base o último levantamento da consultoria, de 54,9 milhões de sacas de 60 kg, já foram colhidas 44,26 milhões de sacas.
Na Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), a colheita atingiu 82,11% da área até o dia 12 de agosto. O número representa um avanço de quase 7% de uma semana para a outra. Nesse mesmo período do ano passado, 72,65% da área dos cooperados havia sido colhida.
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