“A pré-seleção foi feita no recebimento das inscrições, por meio da checagem da documentação das certificações exigidas, conforme o regulamento”, diz Alexandre Gonzaga, secretário-executivo da BSCA. De acordo com ele, a entidade quer cada vez mais conceituar o Late Harvest como um concurso de cafés especiais produzidos de forma sustentável, com responsabilidade social, econômica e ambiental, ou seja, cultivado rigorosamente dentro das normas de boas práticas agrícolas, conformidade social e garantia de segurança alimentar.
Todos os lotes de cafés pré-selecionados e aprovados para a etapa nacional possuem ao menos uma dessas 12 certificações: BSCA Nível 1, Utz Kapeh, ISO 9000, ISO 9001, ISO 14000, RainForest Alliance, Eurepgap, IMAFLORA, IBD, IFOAM, SAT e USDA.
Júri Nacional
A Comissão de Classificadores será presidida por Jorge Menezes de Assis, responsável pelo controle de qualidade da Cia. Agropecuária Monte Alegre, e coordenada por Fábio Martins Ruela, profissional do setor de Classificação e Degustação da BSCA. As provas serão realizadas no Salão Vânia Prado (Rua Tiradentes, 146), região central de Areado.
Farão parte do júri: Sílvia Magalhães e Calixto Peliaciari (Octávio Cafés); Carlos Alberto Vieira Martins (DaTerra); João Marcos (Cambraia Café); Márcio Fagundes de Souza e Antônio Fagundes(Cooparaíso); Mário César Andrade de Souza (Lambari Exportadora); Mário César Simão Filho (Bourbon Specialty Coffees); Mauro Benedetti (Cooxupé); Clóvis Venâncio de Jesus (Alfenas Café); Reginaldo Guimarães (Copacafé); Márcia Yoko (AMSH) e José Renato Gonçalves Dias (Fazenda Sertãozinho). Júlio da Silva Ferreira, da Octávio Cafés, e a barista Tatiane Rodrigues, da Cafemaq, participam como observadores.
Organizado pela primeira vez em 2004, o Concurso de Cafés Naturais – Late Harvest segue os mesmos critérios rígidos do Cup of Excellence – Concurso de Qualidade Cafés do Brasil, realizado há oito anos pela BSCA com o apoio do Ministério da Agricultura. Todas as amostras são codificadas e selecionadas em duas etapas: por um júri nacional, integrado por experientes provadores brasileiros, e por um júri internacional, integrado por profissionais de compra de lojas de café e torrefadoras mundiais. As provas são cegas e a nota de corte entre a etapa nacional e a internacional é de 80 pontos, numa escala de zero a 100.
Os cafés naturais são aqueles secos lentamente ao sol, num processo que permite a migração de açúcares da polpa para o grão, resultando em uma bebida mais encorpada, indicada principalmente como base de um blend para expresso. Justamente por causa desta alta qualidade é que o concurso recebeu o nome de “Late Harvest” (colheita tardia) – um paralelo com vinhos feitos com uvas num estágio avançado de maturação, que ficam muito mais doces e encorpados.