Lançado novo Guia Alimentar para a População Brasileira

7 de novembro de 2014 | Sem comentários Especiais Mais Café

O Ministério
da Saúde lançou na quarta-feira (5) o novo Guia Alimentar para a População
Brasileira. A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos para
alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao
invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a
alimentação tenha como base alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e
minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas), além de evitar os
ultraprocessados (como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e
refrigerantes). O lançamento ocorreu durante a reunião do Conselho Nacional de
Saúde, em Brasília.

A intenção do Guia Alimentar é promover a saúde e a
boa alimentação, combatendo a desnutrição, em forte declínio em todo o país, e
prevenindo enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras
doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer. Além de orientar sobre qual tipo
de alimento comer, a publicação traz informações de como comer e preparar a
refeição, e sugestões para enfrentar os obstáculos do cotidiano para manter um
padrão alimentar saudável, como falta de tempo e inabilidade
culinária.

Mais do que um instrumento de educação alimentar e
nutricional, o guia se insere dentro da estratégia global de promoção da saúde e
do enfrentamento e do excesso de peso, que já atinge mais da metade da população
brasileira. A carga de doença associada à obesidade é imensa. Para sair da
agenda da doença, precisamos trabalhar pela melhoria da alimentação e incentivar
a prática de hábitos saudáveis. Não estamos proibindo nada, mas temos
recomendações claras de qual alimento priorizar , destaca o ministro da Saúde,
Arthur Chioro.

Dados da pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de
Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicam que
atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 17,5% são obesos.
Os percentuais são 19% e 48% superiores que os registrados em 2006 – quando a
proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de
11,8%.

Redigido em linguagem acessível, o Guia Alimentar se dirige às
famílias diretamente e, também, a profissionais de saúde, educadores, agentes
comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da
população. A versão impressa do documento, com 151 páginas ilustradas, será
distribuída às unidades de saúde de todo o país, e a versão digital estará
disponível no portal do Ministério da Saúde.

O Guia orienta as pessoas a
optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e
produtos prontos que dispensam preparação culinária ( sopas de pacote , pratos
congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para
tortas). Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e
açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos
processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente,
como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é
preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.

Destaque especial
é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se
regularidade de horário, ambientes apropriados e, sempre que possível companhia.
O ideal é desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão,
falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades
profissionais.

O novo guia também busca valorizar a culinária, e indica o
planejamento das refeições e interação social, com o envolvimento de amigos e
família na elaboração da comida. No Brasil e em muitos outros países, a
transmissão de habilidades culinárias entre gerações vem perdendo força , admite
a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e responsável
pela coordenação geral do projeto de elaboração do Guia Alimentar, Patrícia
Jaime. Por isso, o Guia Alimentar dedica uma parte importante de suas
recomendações à valorização do ato de cozinhar, ao envolvimento de homens e
mulheres, adultos e crianças nas atividades domésticas relacionadas ao preparo
de refeições e à defesa das tradições culinárias como patrimônio cultural da
sociedade , enfatiza.

O Guia Alimentar foi produzido em parceria com o
Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São
Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e substitui a versão
anterior de 2006. O processo de elaboração envolveu profissionais de saúde,
educadores e representantes de organizações da sociedade civil de todas as
regiões do Brasil. A conclusão contou ainda com o resultado de uma consulta
pública que envolveu 436 participantes e recebeu 3.125 comentários e
sugestões.

O novo guia dá importância às formas pelas quais os alimentos
são produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cuja produção e
distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável como os alimentos
orgânicos e de base agroecológica.

Clique aqui e
confira a versão digital do Guia Alimentar

Fonte: Agência Saúde 

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