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Aumento da ferrugem nos pés de cafés alerta produtores no Sul de Minas

Segundo o boletim de aviso fitossanitário divulgado em março, os índices médios de ferrugem no Sul de Minas aumentaram de 34,5% para 40,8%.

 

postado em 18/04/2017 | Há 7 meses


17/04/2017 A ferrugem tem aumentado nas lavouras de café do Sul de Minas. Por causa disso, a Fundação Procafé alerta os produtores para os cuidados para evitar o avanço da praga. Segundo o boletim de aviso fitossanitário divulgado em março, os índices médios de ferrugem no Sul de Minas aumentaram de 34,5% para 40,8%.

A ferrugem é uma das principais doenças do cafeeiro e causa queda das folhas, seca os ramos produtivos, afeta o desenvolvimento de botões florais e, consequentemente, reduz o potencial produtivo da safra.

“Ela vai evoluindo a partir de novembro, dezembro e pro período agora ela está um pouco acima da média, em torno de 7%. Nós tivemos condições climáticas favoráveis, de temperatura e precipitação e isso favoreceu a evolução da doença nesse período”, disse o engenheiro agrônomo da Procafé, Rodrigo Naves.

Quando for detectado o índice alto de ferrugem, o produtor rural deve fazer o controle. Caso evolua, a ferrugem pode afetar o pé do cafeeiro.

“Essas folhas que já foram infectadas, elas vão caindo e só vão ficando as folhas mais novas, isso acaba prejudicando a produção para o ano seguinte. A planta não faz fotossíntese, ela não gera energia e não consegue produzir fluxo para o próximo ano. O que o produtor pode fazer é efetuar uma pulverização com fungincida específico, que vai controlar essa ferrugem ou pelo menos deixar ela evoluir para o pico que acontece em torno de junho ou julho deste ano. Esse processo tem que ser feito até meados de abril, a última pulverização, que antecede a colheita, mantendo o período de carência de aplicação até a entrada do colhedor na área”, disse o engenheiro agrônomo.

Fonte: EPTV Sul de Minas e G1 Sul de Minas

 

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