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Nossos cafeicultores precisam de estímulo e respeito!, afirma Carvalhaes

Tivemos mais uma semana com o mercado físico brasileiro calmo, praticamente paralisado.

 

postado em 10/03/2017 | Há 5 meses

Boletim semanal - ano 84 - n° 10 - Santos, sexta-feira, 10 de março de 2017

Tivemos mais uma semana com o mercado físico brasileiro calmo, praticamente paralisado. Os contratos de café com vencimento em maio próximo na ICE Futures US perderam 195 pontos na semana e o dólar se valorizou aproximadamente um por cento no período. O mercado físico é comprador, mas as bases de preços oferecidas pelos interessados é baixa e a maior parte das ofertas são recusadas pelos produtores.

Por incrível que pareça, mesmo com o processo de importação de café suspenso pelo presidente Michel Temer, as indústrias de café solúvel e de torrado e moído decidiram insistir com o assunto e agora pediram ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) que libere as compras de robusta do Vietnã, informa uma fonte do governo. Desta vez, porém, em vez de 1 milhão de sacas, a indústria está pedindo a importação de até 500 mil sacas de robusta, a uma tarifa de 2%. Dentro do Ministério da Agricultura o assunto já foi dado como encerrado, mas, como cabe ao Mdic definir licenças de importação, critérios para a operação de drawback e cotas de importação por empresas em casos como esse, a indústria resolveu tentar essa alternativa, de acordo essa fonte. No entanto, a decisão final sobre o pedido tem grandes chances de depender mais uma vez do Palácio do Planalto (informação do VALOR Econômico de hoje).

Ontem, o deputado Carlos Melles distribuiu um vídeo falando sobre a possibilidade de serem feitos leilões de opções de venda de conilon ao governo federal, trazendo confusão ao mercado. Essa informação foi hoje desmentida pelo deputado Silas Brasileiro, presidente do CNC – Conselho Nacional do Café.

Leilão de opções de venda de conilon ao governo federal não tem sentido com safra brasileira justa para as necessidades das indústrias de solúvel e torrefação. Esses leilões precisam ser estudados e adotados para a safra de arábica de 2018, quando será hora de começar a refazer nosso estoque de segurança.

Os cafeicultores e lideranças que lutam contra a importação de café estão sendo atacados e desqualificados por alguns articulistas que os chamam de ultrapassados. Em uma época em que os eleitores das maiores economias do mundo estão escolhendo líderes que defendam seus mercados de trabalho e que o Brasil luta para diminuir seu enorme número de desempregados, não é hora de importar café, desestimulando nossos cafeicultores e estimulando a produção e o emprego nos países concorrentes do Brasil na produção de café. A cafeicultura brasileira é a melhor e mais desenvolvida do mundo, gerando impostos, receita cambial e empregando milhões de brasileiros.

Nossos cafeicultores precisam de estímulo e respeito!

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil informou que no último mês de fevereiro foram embarcadas 2.483.057 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 15 % (515 304 sacas) menos que no mesmo mês de 2016 e 5 % (140 912 sacas) menos que no último mês de janeiro. Foram 2 223 067 sacas de café arábica e 9 620 sacas de café conillon, totalizando 2.232 687 sacas de café verde, que somadas a 248 525 sacas de solúvel e 1 845 sacas de torrado, totalizaram 2.483 057 sacas de café embarcadas. As exportações de café solúvel em fevereiro caíram 21% em relação ao mesmo mês de 2016, mas subiram 38% em relação ao último mês de janeiro.

Até dia 08, os embarques de março estavam em 273.419 sacas de café arábica, 1.280 sacas de café conilon, mais 24.945 sacas de café solúvel, totalizando 299.644 sacas embarcadas, contra 279.347 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o mesmo dia 08, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 670.273 sacas, contra 715.714 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 03, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 10, caiu nos contratos para entrega em maio próximo 195 pontos ou US$ 2,58 (R$ 8,12) por saca. Em reais, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 03 a R$ 590,47 por saca, e hoje dia 10, a R$ 598,01 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 90 pontos.

Escritório Carvalhaes

 

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