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Indústria de café torrado e moído deverá realinhar preço

 

postado em 26/11/2011 | Há 5 anos

25/11/2011

Tomas Okuda | Agência Estado

 
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Américo Sato, pondera que o tradicional cafezinho tomado em casa ainda é barato para consumidor, em comparação com outros tipos de bebida. Sato citou que o quilo de café torrado e moído custa cerca de R$ 15,00 no supermercado, com o qual é possível produzir cerca de 150 xícaras de café. "Uma xícara de café tomado no lar custa apenas 1 real. É muito barato", disse.
 
No entanto, de acordo com o presidente da Abic, "os atuais níveis de preço não cobrem sequer o aumento da saca do grão, e as indústrias precisam realinhar seus preços com a maior brevidade possível, de modo a evitar colapso de abastecimento regular".
 
Conforme a Abic, os preços do café, tipo conilon, aumentaram 38,5%, em média, de janeiro a novembro, alcançando o nível de R$ 300,00 a saca de 60 kg nesta semana. A Abic explicou que, além da forte demanda interna por este tipo de café, a exportação brasileira do produto foi retomada em virtude dos preços altos do café arábica no mundo, o que provocou a alta mais acentuada.
 
No caso dos cafés arábicas mais utilizados pela indústria, o aumento no mesmo período foi de 33,5%, com a saca custando R$ 320,00. Para os cafés de melhor qualidade (Tipo 6, fino) o aumento também foi significativo, alcançando 30%, com a cotação da saca atual a R$ 545,00. "Portanto, a matéria-prima, em média, se elevou 35% desde janeiro", ressaltou Sato.
 
Em contrapartida, os preços do café nas prateleiras ainda encontram-se muito defasado e bem abaixo do que deveria, em virtude dos aumentos da matéria-prima. De janeiro a novembro, os preços dos cafés tradicionais, nas grandes cidades, aumentaram na média 15%, alcançando R$ 12,81/kg na Grande São Paulo. Pesquisas mostram que no Brasil, os preços médios subiram somente 9%. "A defasagem, portanto, é superior a 20%", informou o presidente da Abic.
 
O consumo de café no Brasil é o segundo maior do mundo, alcançando 19,1 milhões de sacas em 2010, o que representou 40% da safra brasileira.

 

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