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COTAÇÃO DO CAFÉ - As operações em N.Y. finalizaram a quarta-feira em campo negativo, após variar entre a máxima de +3,60 e mínima de -2,15 pontos na p

 

postado em 23/11/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 23/11/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 540,00 R$ 500,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 540,00 R$ 500,00 Dezembro/2011 231,60 -1,30
Alta Paulista/Paranaense R$ 515,00 R$ 500,00 Março/2012 235,40 -1,50
Cerrado R$ 550,00 R$ 510,00 Maio/2012 237,65 -1,45
Bahiano R$ 515,00 R$ 500,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 370,00 R$ 350,00 Dezembro/2011 315,55 -1,10
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 390,00 R$ 375,00 Março/2012 315,40 -1,55
Dólar Comercial: R$ 1,8630 Maio/2012 306,95 -1,65

As operações em N.Y. finalizaram a quarta-feira em campo negativo, após variar entre a máxima de +3,60 e mínima de -2,15 pontos na posição março, que fechou com -1,50 pts. A forte alta registrada pelo dólar pressionou as cotações devolvendo os ganhos obtidos no início da sessão, num dia de poucos negócios na ICE Futures US, em Nova York, ante o feriado do Dia de Ações de Graças nos E.U.A.

O mercado cambial trabalhou durante todo o tempo em campo positivo nesta quarta-feira, diante das preocupações em relação à crise mundial, que segundo na análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega, está voltando as condições parecidas com as de 2008. Hoje, a China e a Alemanha acirraram as preocupações do mercado e do governo, após a queda acentuada do índice de atividade chinês PMI e da fraca demanda em leilão de títulos alemães. O risco enfrentado pela Grécia de sair da zona do euro, ressaltado pelo Banco Central do país, justificou ainda um aumento de posições defensivas em dólar, que ganhou suporte extra de indicadores norte-americanos um pouco melhores. O volume de negócios manteve-se firme nesta véspera de feriado norte-americano de Ação de Gra&cc edil;as. O dólar fechou com 3,16% cotado a R$ 1,8630.

Segundo analistas, os mercados se mostraram estressados já no início da sessão, com a leitura preliminar do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, medido pelo HSBC, assinal ando queda de 48,0 em novembro em comparação à leitura final de 51,0 em outubro. Depois, o leilão de bunds alemães atraiu pouca demanda para a oferta de 6 bilhões de euros em títulos, o que preocupou os investidores. Uma reportagem dizendo que a Bélgica pode não pagar sua parte no resgate do Dexia também elevou a pressão sobre o euro, pois levantou especulações de que a França terá de assumir um papel maior no salvamento do banco, o que poderá ameaçar o rating de crédito do país. Além disso, o banco central da Grécia afirmou que o país enfrenta um risco real de sair da zona do euro e alert ou para uma "trajetória descontrolada de baixa".

O cargo de diretor do Departamento de Café, subordinado à Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, será ocupado pelo atual diretor do departamento de Gestão de Risco Rural da Pasta, Edilson Martins Alcântara. A nomeação de Alcântara está no Palácio do Planalto e deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. Ele irá substituir Robério Silva, que no final de setembro foi eleito diretor executivo da Organização Internacional do Café. Edilson Alcântara foi gerente de negócios com Cédulas do Produto Rural (CPR) do Banco do Brasil e superintendente da Bolsa Brasileira de Mercadoria (BBM).

A oferta apertada de café arábica de qualidade vai caracterizar o mercado durante o ano-safra 2011/12, afirmou hoje o presidente da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette. Segundo ele, a principal razão para a oferta apertada neste ano-safra é a queda da produção em países produtores de arábica, especialmente na América Central. Em sua primeira estimativa para a produção de café 2011/12, o grupo intergovernamental informou nesta semana que Vietnã, Colômbia e Indonésia podem produzir 18,5 milhões de sacas de 60 kg, 9,2 milhões de sacas e 6,67 milhões de sacas, respectivamente. "Sobre as estimativas iniciais, gastamos mais tempo deliberando sobre estimativas da Colômbia e da América Central por causa das chuvas recentes", comentou. Sette lembrou que, nos últimos três anos, a Colômbia enfrentou dificuldades nas safras, mas participantes do mercado pensaram que a América Central fosse compensar a redução, o que não ocorreu. No Brasil, chuvas recentes ajudaram a amenizar preocupações com danos na próxima safra. "Isso não quer dizer, no entanto, que não houve danos causados pela falta de chuvas." O indicador composto de preço médio da OIC caiu 9% em outubro, para 193,60 cents/lb, marcando o início do ano-safra 2011/12, ante 213,04 cents/lb em setembro. Esta é a menor média mensal registrada neste ano. A OIC avalia que os negócios no mês de outubro foram marcados por um aumento da volatilidade de preçosespecialmente no caso do arábica. Sobre os fundamentos, o clima adverso atingiu os países exportadores de café, especialmente na Ásia e na América Latina, onde chuvas pesadas devem afetar as atividades realizadas após a colheita. Para o café robusta, o mercado não está tão apertado, de acordo com a OIC. "O robusta está mais bem abastecido do que o arábica e também há estoques abundantes. O mercado está muito bem abastecido", completou Sette. As informações são da Dow Jones.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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