Consumo

Starbucks Brasil, estuda a melhor estratégia para crescer no país

 

postado em 28/01/2010 | Há 8 anos

Concentrar o foco em SP parece mais seguro, mas opção deixa outras regiões à mercê da concorrência

28.01.2010 -

A Starbucks chegou ao Brasil com a expectativa de dominar o mercado e montar uma de suas maiores operações na América Latina. O café, no entanto, esfriou. O grupo norte-americano não tem conseguido ampliar sua rede no país na
velocidade esperada. Hoje, são 24 restaurantes.

Ao mesmo tempo, vem perdendo mercado tanto para empresas nacionais, caso da Casa do Pão de Queijo, como para concorrentes internacionais. Neste caso, a grande pedra no sapato é o McCafé. Valendo-se da forte estrutura logística e da marca do McDonald’s, a bandeira já tem o dobro de lojas no país.

Este cenário está causando um estremecimento nas relações entre a Starbucks e seu sócio no Brasil, o empresário Peter Rodenbeck, dono também do Outback. Os norte-americanos têm feito pressão para acelerar o ritmo de abertura de novos restaurantes, movimento que depende de aportes compartilhados com Rodenbeck.

O problema é que a própria Starbucks não parece muito segura da estratégia de expansão no país. Há dúvidas sobre o caminho a ser adotado: buscar uma maior abrangência nacional, justamente um dos principais ativos de concorrentes como a Casa do Pão de Queijo e o McCafé, ou investir de maneira mais conservadora apenas em São Paulo?

A primeira hipótese, embora pareça ser a decisão natural para quem quer ampliar o market share no país, carrega um risco. A Starbucks trabalha com produtos mais sofisticados, consequentemente de preços mais altos, um impeditivo à entrada em algumas regiões do país.

Concentrar a atividade em São Paulo, onde já estão 19 das 24 cafeterias da rede no Brasil, é uma aposta mais segura. Até porque, em 2009, o faturamento das lojas paulistas cresceu 20%, dentro da meta. Em contrapartida, a Starbucks terá de renunciar ao seu crescimento nacional e deixar as outras regiões livres para a expansão da concorrência.

Não é uma decisão simples para uma empresa que desembarcou no país com a pretensão de fisgar as classes A, B e C. Uma das possibilidades seria climatizar suas lojas no país, adequando-as a um formato cada vez mais usado no varejo brasileiro. Neste caso, o Starbucks iria além da mera reprodução do seu modelo internacional, diversificando seu balcão com a venda de outros produtos.

 

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