Mercado

COTAÇAÕ DO CAFÉ N.Y. finalizou as operações nesta quinta-feira em baixa

N.Y. finalizou as operações nesta quinta-feira em baixa, a posição março oscilou entre a máxima de +0,80 pontos e mínima de -4,45 fechando com -3,70 pts.

 

postado em 30/11/2017 | Há 2 semanas

MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.  
Sul de Minas R$ 460,00 R$ 440,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 460,00 R$ 440,00 Dezembro/2017 126,30 -3,30
Alta Paulista/Paranaense R$ 450,00 R$ 430,00 Março/2018 128,50 -3,70
Cerrado R$ 465,00 R$ 445,00 Maio/2018 130,65 -3,75
Bahiano R$ 450,00 R$ 430,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Futuro 2018 - 6/7 15%cat R$ 470,00 R$ 460,00 Dezembro/2017 160,90 -1,40
Futuro 2019 - 6/7 15%cat R$ 530,00 R$ 520,00 Março/2018 162,50 -3,50
Dólar Comercial: R$ 3,2720      

O dólar comercial fechou em alta de 0,97%, cotado a R$ 3,2720. Mesmo com as duas altas, o dólar termina o mês praticamente estável, com leve queda de 0,04%. No ano, a moeda acumula valorização de 0,67%. Investidores estavam preocupados com a possibilidade de o governo não conseguir aprovar a reforma da Previdência. No exterior, o mercado estava de olho na possível votação da reforma tributária do presidente Donald Trump no Senado dos Estados Unidos.

O boletim da Somar Meteorologia indica que sistemas de baixa pressão organizam a umidade da Amazônia e causam chuva forte no Espírito Santo e Minas Gerais com acumulado que supera os 100 milímetros nos próximos sete dias. Também choverá na Bahia, São Paulo e Paraná, porém com acumulado mais modesto, entre 15 e 50 milímetros.   Na segunda semana de dezembro, a chuva forte prosseguirá no Espírito Santo e em Minas Gerais e intensificará na Bahia. Os três Estados receberão mais de 100 milímetros. No Paraná e São Paulo, estima-se acumulado entre 30 e 50 milímetros.

O Brasil tem se mantido na liderança mundial de produção e exportação de café solúvel, enfrentando a intensa concorrência de indústrias da Ásia. O Vietnã encabeça a fila dos países que mais crescem em produção e embarques, acompanhado por Malásia, China, Coreia do Sul, Filipinas e Índia. Essas nações aproveitam o excelente crescimento médio de 6% ao ano no consumo de café solúvel no continente asiático, praticamente o dobro do avanço anual mundial de 3,2%, segundo a consultoria LMC. Por outro lado, no Brasil, as indústrias de solúvel projetam uma queda de 13% nas exportações em 2017, o que significa que 500 mil sacas deixarão de ser enviadas pelas empresas nacionais ao exterior. Com esse desempenho, o setor voltará a registrar os patamares de 2010, quando o País comercializou 3,362 milhões de sacas do produto com o exterior. Essas perdas, reflexo da escassez de café conilon entre os meses de setembro de 2016 e março de 2017, período em que também os preços da commodity alcançaram níveis recordes acima de R$ 500 por saca, descolando intensamente das cotações internacionais, deixaram oportunidades comerciais para que os concorrentes do Brasil ocupassem de imediato o espaço deixado pelas indústrias nacionais. Desde julho deste ano, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) vem comunicando que o Brasil perdeu boa parte dos contratos de fornecimento para as indústrias asiáticas e que esses compradores perdidos dificilmente serão recuperados, o que prejudica não apenas o setor industrial, mas, principalmente, o produtor de café conilon no Brasil, fornecedor da matéria prima às indústrias do País. Em contrapartida ao desempenho brasileiro, o Vietnã se destaca na aquisição do café solúvel nacional no acumulado de janeiro a outubro de 2017, importando 28.264 sacas, volume que implica um substancial crescimento de 3.639% em relação a suas compras do produto do Brasil no mesmo intervalo de 2016.   O país asiático vem adotando agressiva estratégia de conquista de mercados e, não tendo café suficiente para fazer frente a suas exportações de solúvel, adquire de outras origens, mas engendrando uma estratégia criativa. No caso do Brasil, por exemplo, os vietnamitas impõem tarifa de importação de 30% como imposto para a entrada do produto em seu país, no entanto, como irão reexportá-lo, aplicam o regime de “drawback”, o que dá isenção de impostos de importação, uma vez que o produto brasileiro será “blendado” ou embalado para ser exportado a outras nações compradoras. Frente à crescente concorrência que se apresenta, a Abics tem se mobilizado para manter a competitividade das indústrias nacionais no mercado global. Após "ranquear" mercados-alvo em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Associação também vem mantendo negociações com setores estratégicos do Governo Federal para aproveitar as possibilidades que surgem. A esse respeito, a Abics monitora a execução do Protocolo de Adesão do Panamá à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), os acordos entre Mercosul e Egito e Mercosul e União Europeia, além da aproximação do Mercosul com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), pontos que poderão gerar redução da tarifa de importação do produto brasileiro nesses destinos, possibilitando o crescimento do market share do café solúvel do Brasil. O desempenho das exportações de café solúvel do Brasil e outras informações relacionadas ao cenário mercadológico do setor estão disponíveis na versão completa do Relatório do Café Solúvel do Brasil - Novembro de 2017, que pode ser acessado no site da Abics - https://goo.gl/DDMhuS . Mais informações - Miner Mendes - Secretária Executiva da Abics - (11) 3251-2883 / secretaria@abics.com.br . Fonte: Abics

 
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