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Colheita acaba, e café deve ter qualidade pior

Plantação de café no interior de SP; safra deve ter menor volume

 

postado em 13/09/2017 | Há 1 semana

Por Mauro Zafalon

12/09/2017 ALTINOPOLIS, SP, BRASIL, 06-05-2013: Plantacao de cafe na regiao de Altinopolis-SP interior de Sao Paulo. Cooperativas cafeeiras existentes na regiao de Ribeirao Preto preveem uma safra maior neste ano que a esperada inicialmente. Cooperativas cafeeiras existentes na regiao de Ribeirão Preto preveem uma safra maior neste ano que a esperada inicialmente.

Plantação de café no interior de SP; safra deve ter menor volume

A colheita de café terminou, mas ainda é cedo para uma definição do volume final. Algumas constatações, no entanto, são possíveis, segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado.

A oferta de café deste ano será menor do que a de 2016, e o produto, mais miúdo.

Isso torna a safra problemática, principalmente no que se refere à qualidade do café, afirma o analista.

O tamanho e a qualidade do grão, que foram afetados pela geada no primeiro semestre deste ano, interferem na bebida e vão determinar ágios e deságios na hora da comercialização.

Barabach afirma que o volume final da safra só será conhecido quando o café for beneficiado, o que ainda pode demorar. Estima-se, entretanto, que possa ser inferior aos 51,1 milhões de sacas projetados ainda antes do início da safra deste ano.

Ao contrário do que ocorreu no ano passado, o café arábica parece ser o mais prejudicado, principalmente quando se avalia o produto das regiões do sul de Minas Gerais e de parte do Estado de São Paulo.

A expectativa inicial de uma colheita de 39,6 milhões de sacas de arábica no país, feita pela Safras & Mercados, poderá não se confirmar, segundo Barabach.

Já a colheita de conilon, produzido no Espírito Santo, poderá superar os 11,5 milhões de sacas previstos inicialmente. Apesar desse aumento, a indústria vai ter de continuar comprando o arábica mais fraco para compensar a oferta de conilon.

SAFRA MUNDIAL

A produção mundial de café foi de 154 milhões de sacas em 2015/16, com alta de 1,5% em relação à anterior, segundo a OIC (Organização Internacional do Café). A produção de arábica sobe 10% e a de conilon recua 11%.

As exportações brasileiras de café somaram 2,37 milhões de sacas no mês passado, 27% mais do que as de julho, mas 22% inferiores às de igual período de 2016.

Enquanto as exportações de café verde caíram 21%, as de industrializados recuaram 27%, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Segundo a instituição, 18% das receitas obtidas com as exportações do produto já são de café diferenciado —qualidade e preço melhores.

 

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