Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. fechou a terça-feira em alta

A bolsa de N.Y. fechou a terça-feira em alta, a posição dezembro oscilou entre a mínima de -1,15 pontos e máxima de +3,30 fechando com +3,20 pts.

 

postado em 12/09/2017 | Há 2 meses

MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.  
Sul de Minas R$ 470,00 R$ 450,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 470,00 R$ 450,00 Dezembro/2018 135,05 +3,20
Alta Paulista/Paranaense R$ 460,00 R$ 440,00 Março/2019 138,50 +3,15
Cerrado R$ 475,00 R$ 455,00 Maio/2019 140,85 +3,15
Bahiano R$ 460,00 R$ 440,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Futuro 2018 - 6/7 15%cat R$ 500,00 R$ 490,00 Dezembro/2018 166,00 +3,60
Futuro 2019 - 6/7 15%cat R$ 540,00 R$ 530,00      
Dólar Comercial: R$ 3,1290      

O dólar comercial fechou em alta de 0,81%, cotado a R$ 3,1290. No cenário interno, a alta desta terça-feira foi acelerada após a notícia de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso autorizou a abertura de um novo inquérito contra o presidente Michel Temer. Há suspeitas de que ele tenha atuado para beneficiar uma empresa que atua no porto de Santos por meio da edição de um decreto de regulamentação do setor. Além disso, na véspera, a Polícia Federal concluiu um inquérito instaurado sobre integrantes do PMDB e considerou que há indícios de crimes cometidos pelo presidente Michel Temer e outros membros do partido. Em nota, a Presidência da República afirmou que "facínoras roubam do país a verdade" e transformam em crimes ações legais.

As exportações brasileiras de café registraram novo recuo em agosto, ampliando a frustração dos exportadores que vinham indicando expectativa de recuperação a partir do segundo semestre do ano. No mês passado, as exportações brasileiras de café verde e industrializado tiveram queda de 22% sobre igual período de 2016, para 2,374 milhões de sacas, segundo o o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). Os números consideram as vendas externas de cafés arábica e conilon. A receita com as vendas externas também caiu de forma expressiva na mesma comparação, 20,5%, para US$ 388,54 milhões. O preço médio na exportação no período foi de US$ 163,63, alta de 1,9%. Do volume total embarcado em agosto, 2,092 milhões de sacas foram de café arábica, com recuo de 21,2% sobre igual momento de 2016. As vendas externas de conilon caíram 31%, para apenas 27, 35 mil sacas, refletindo a seca que derrubou a produção em regiões produtoras, como o Espírito Santo. As exportações de café solúvel - cuja principal matéria-prima é o conilon - caíram 26,5% em agosto, para 253,75 mil sacas. As vendas externas de café torrado e moído totalizaram 1.178 sacas, queda de 63,1% sobre o volume exportado em agosto do ano passado. Apesar do recuo persistente, o CeCafé destacou que o volume de produto embarcado em agosto foi 27,4% superior ao de julho, quando havia somado 1,752 milhão de sacas. "Agosto já traz para o setor uma perspectiva melhor, ainda que tímida, com dados mostrando sinais de recuperação. Isso reflete também em uma tendência para os próximos meses, como consequência das últimas safras colhidas. A expectativa é que, em setembro, o volume de exportação siga com disposição a crescer em torno de 20%", disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes em nota. Ele acrescentou que "os resultados já eram esperados por conta do cenário com uma safra menor e baixos estoques de cafés remanescentes". Entre agentes do mercado, a avaliação é de que as exportações seguem fracas em relação a 2016 não apenas em decorrência da menor disponibilidade de café, mas também porque os cafeicultores estão segurando a oferta, pois estão descontentes com os atuais preços do produto. No acumulado do ano até agosto, as exportações também estão em queda - de 9,2% -, para 19,33 milhões de sacas. A receita obtida com as exportações no período foi de US$ 3,31 bilhões, com alta de 3,9% em relação ao mesmo intervalo de 2016. Ontem, a Organização Internacional do Café (OIC) destacou em relatório que as exportações globais em julho (último dado compilado pela entidade) somaram 9,4 milhões de sacas, 11% mais do que no mesmo mês de 2016, elevando os estoques do grão em países importadores. A entidade observou que enquanto os embarques do Brasil e do Vietnã caíram, os da Colômbia e da Indonésia avançaram em julho passado. Considerando os primeiros 10 meses do no ano-safra internacional (outubro de 2016 a julho de 2017), as exportações mundiais de café somaram 101,93 milhões de sacas, 5,9% acima de igual período do ano anterior. Fonte: Valor Econômico via Abic. 
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