Comércio

Cresce a demanda por fertilizantes certificados para agricultura orgânica

Empresas que apostam no segmento e fornecem tecnologias certificadas estão saindo na frente

 

postado em 07/08/2017 | Há 2 meses

 
O consumo de produtos orgânicos segue em ritmo acelerado e essa alta na procura por alimentos mais saudáveis estimula a demanda por insumos certificados que ajudam em um manejo mais eficiente no campo. A engenheira agrônoma Luz Mari D’Agostin, proprietária da loja de produtos agrícolas Columbense, de Colombo (PR), revela que é cada vez maior o número de agricultores em busca de fertilizantes certificados para uso na agricultura orgânica.
 
“Foi por meio dos próprios agricultores orgânicos que conhecemos uma empresa paulista que fabrica fertilizantes certificados, a Nutriceler, e ampliamos nossa oferta de produtos para agricultura orgânica. Até então, não tínhamos boas opções de produtos certificados que atendessem as necessidades desses agricultores”, conta a empresária.
 
Luz Mari conta ainda que, com poucas opções de insumos eficientes para esse sistema de cultivo, os produtores se tornam alvo fácil para produtos de procedência duvidosa. “Há tempos estávamos em busca de uma empresa séria e comprometida com esses agricultores que trabalham seguindo todos os critérios para manter a certificação de produtor orgânico. Já atendemos cerca de sessenta agricultores orgânicos certificados, e sempre surgem novas pessoas interessadas em produzir e obter a certificação. Sabemos que o mercado de orgânicos é promissor e oportuno para nós que disponibilizamos a tecnologia que eles precisam para produzir mais e melhor”, afirma.
 
O engenheiro agrônomo Nelson Schreiner Junior, CEO da Nutriceler, empresa que fabrica os fertilizantes certificados distribuídos pela loja Columbense, explica que há pouco mais de dois anos a Nutriceler passou a testar e desenvolver novas tecnologias para suprir as necessidades dos adeptos a este sistema de produção. “Percebemos que uma das grandes dificuldades dos agricultores orgânicos certificados é encontrar boas fontes nutricionais para cultivar seus produtos de maneira mais prática e eficiente. Vimos a oportunidade de entrar neste mercado fornecendo alta tecnologia em uma linha completa para uma nutrição de alta eficiência”, explica Schreiner.
 
Atualmente, a Nutriceler conta com um portfólio de doze fertilizantes, certificados pelo IBD, IMO e ECOCERT. “Desenvolvemos tecnologias que atenderam a todas as exigências dos órgãos certificadores. São formulações que precisam apenas ser diluídas em água. Esse é um grande avanço para o agricultor que estava acostumado com as trabalhosas caldas e outros tipos de biofertilizantes tradicionais”, explica o agrônomo. 
 
Além da eficiência nutricional, a tecnologia possibilita um melhor aproveitamento da mão-de-obra, tendo em vista que os produtos são comercializados prontos e balanceados. “Estamos levando produtos de ponta para esse mercado que está crescendo e ainda tem muito a crescer. Estes fertilizantes chegam para auxiliar esses agricultores a aumentarem sua produtividade e lucrar mais com a atividade”, afirma Schreiner.
 
Para o engenheiro agrônomo Paulo Lúcio Martins, especialista em produção orgânica, a alta solubilidade dos fertilizantes em água também é uma das grandes vantagens da tecnologia. “O produtor vai utilizar produtos concentrados e ao mesmo tempo bastante solúveis, o que reduz o risco de entupimentos de bicos, fato que é bastante comum com outras fontes”, revela.
 
Um dos destaques desta linha é primeiro nitrogênio orgânico certificado do país para aplicação foliar. “A grande variedade e qualidade dos fertilizantes mostra o quanto a empresa está empenhada em ver o mercado de orgânicos progredindo. A tecnologia ajuda o agricultor e reflete na mesa do consumidor, que vai se alimentar com produtos de melhor qualidade”, acrescenta Paulo Lúcio. Segundo o agrônomo, outras oito formulações estão em fase de certificação.
 
Em alta – 2016 foi um bom ano para o mercado orgânico, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no mercado nacional. Para este ano, a perspectiva é de crescimento na ordem de 30%.
 

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