Produção

Com adversidades climáticas, quebra na safra de café de Cabo Verde (MG) pode superar 35%

 

postado em 02/08/2017 | Há 2 meses

Com a colheita próxima de 75%, a quebra na safra de café da temporada 2017/18 pode superar os 35% na região de Cabo Verde (MG). A estimativa é decorrente do período de veranico registrado em dezembro de 2016 e das recentes chuvas observadas entre os meses de maio e junho.

“Temos em muitas regiões cafés miúdos e com bebida fraca. A estiagem afetou a produção justamente no momento de enchimento de grãos dos frutos. E é preciso destacar que nós já íamos colher menos, pois estamos no ano de bienalidade baixa”, explica o produtor rural da região, Ivan Carlos de Santana.

De acordo com a última projeção do Ministério da Agricultura, o Brasil deverá colher 48 milhões de sacas de café na safra 2017/18. E, até o momento, cerca de 65% da safra do país já foi colhida, conforme levantamento realizado pela Safras & Mercado. O dado é equivalente até o último dia 18 de julho.

Diante desse cenário, os cafeicultores estão utilizando mais medidas para fazer uma saca de café de 60 kg. Em anos com o clima favorável, os produtores utilizam 7,5 a 8 medidas de 60 litros para uma saca. Nesta temporada, a média está próxima de 11 medidas de 60 litros.

Paralelamente, a sanidade dos cafezais também tem sido uma preocupação dos produtores. Isso porque, a ferrugem tardia, registrada me julho, tem desfolhado as lavouras e pode impactar a próxima safra de café na região. “É muito complicado, mas nós não estávamos esperando a doença nesse momento”, ressalta o cafeicultor.

Preços

Atualmente, a saca é cotada entre R$ 390,00 até R$ 430,00 na localidade. Ainda na visão do produtor, os valores estão abaixo dos registrados no ano anterior e também dos custos de produção. No mesmo período de 2016, a saca era cotada a R$ 470,00 até R$ 500,00.

“Nesses patamares não fechamos a conta. Com isso, acredito que esse cenário vai refletir em uma redução nos tratos culturais nos cafezais, o que, consequentemente, pode prejudicar a safra seguinte”, diz Santana.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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