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DECLARAÇÃO FINAL DOS PARTICIPANTES DO PRIMEIRO FORO MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ

Na cidade de Medellín, Colômbia, aos 12 dias do mês de Julho de 2017, reuniu-se o primeiro foro de países produtores de café e considerando que:

 

postado em 17/07/2017 | Há 5 dias

DECLARAÇÃO FINAL DOS PARTICIPANTES DO PRIMEIRO FORO MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ

1. A rentabilidade do cultivo de café em muitos dos países produtores apresenta uma situação crítica, passando incluso por períodos de rentabilidade negativa, devido a diversos fatores como: o menor preço internacional do grão que diminuiu de maneira dramática os termos de intercâmbio do café, isto é, a capacidade aquisitiva do cafeicultor; a baixa produtividade agronômica e o aumento dos custos de produção associados ao câmbio climático e à variabilidade climática e ao aumento do valor da mão-de-obra para tarefas como a colheita.

2. A perda de rentabilidade traduz-se em que uma porcentagem importante de produtores de café do mundo se encontre na pobreza, com privações na sua qualidade de vida (moradia e conexão aos serviços públicos, o atraso e a baixa assistência educativa, baixo acesso ao sistema de saúde) e redução na capacidade de reinvestimento nos seus cultivos.

3. Embora os desenvolvimentos dos cafés especiais nas últimas décadas deram origem a subsí- dios para os produtores, estes não são suficientes para compensar os custos associados às certificações. Além disso, a análise do valor da cadeia global do café mostra que a fracção que dela chega até os produtores é muito baixa em contraste com a que fica no poder dos comercializadores, a indústria torrefatora e a distribuição entre os consumidores finais.

4. Se não são empreendidas ações corretivas que busquem enfrentar a problemática enunciada de maneira coordenada, nem se garante seu financiamento, o mundo pode se defrontar no mediano prazo com uma crise caracterizada por uma diminuição estrutural da oferta mundial de café, com as consequentes repercussões sobre o nível de vida dos produtores e a estabilidade social de suas regiões. Enquanto isso, a procura mundial continuará crescendo de maneira insatisfeita, gerando desequilíbrios indesejáveis no mercado do café que podem pôr em risco a sustentabilidade da cadeia global.

Resolve:

1. Trabalhar de maneira corresponsável com todos agentes da cadeia global do café e com o apoio da OIC, na elaboração de um Plano de Ação que deverá partir da problemática que enfrentam as cafeiculturas das diversas regiões do mundo, entre elas: Baixíssimos níveis do preço para o produtor e excessiva volatilidade, ficando a maior parte do valor da cadeia nos elos seguintes; Adaptação ao câmbio climático, escassez de mão-de-obra e dificuldade na sucessão geracional, assim como condições precárias dos produtores.

2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a atingir, o horizonte de tempo para consegui-los e o financiamento requerido.

3. Deverá ser gerenciado ao mais alto nível com representantes da indústria, dos doadores e da cooperação internacional, dos organismos multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para levar adiante o Plano de Ação e contar com os recursos financeiros para executá-lo.

4. Como ponto de partida do Plano de Ação e com base nos insumos do primeiro Foro Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo com uma entidade independente que analise o comportamento dos preços do café nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação que existe entre eles. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto da bolsa de Nova Iorque como a de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará alternativas de solução para as problemáticas levantadas no Foro.

5. Será conformado um Comité para o desenvolvimento das ações referidas no plano, conformado por 2 representantes de associações de produtores da África, 2 do México, da América Central e do Caribe, 2 da América do Sul e 2 da Ásia, e, ao menos, um representante da indústria de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.

6. Este Comitê deverá apresentar um informe dos avanços, aproveitando a próxima reunião do conselho da OIC em março de 2018.

7. O seguinte foro de países produtores será realizado em 2019. O comité coordenará com os países qual a cidade que sediará o seguinte Foro.

Esta declaração é feita em Medellín, aos 12 dias de julho de 2017.

ANEXO – CONCLUSSÕES DAS MESAS DE TRABALHO

MESA DE PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE

1. Melhorar a produtividade por meio da tecnificação e nutrição do cultivo. Melhorar a transferência tecnológica, a assistência técnica y compartilhar experiências.

2. Criar uma Comissão para a implementação do Plano de Ação de Iniciativas do Foro Mundial de Produtores de Café apoiado pela informação colaborativa provinda de diferentes atores.

3. Pesquisa colaborativa entre países produtores com enfoque no melhoramento genético e tecnológico.

4. Incrementar o consumo interno nos países produtores.

5. Qualificar a educação rural com enfoque empresarial e empreendimento.

6. Políticas públicas em países produtores orientadas a: financiamento, meio ambiente, previdência social rural, educação e infraestrutura.

7. Conectividade e acesso a novo conhecimento, tecnologias e desenvolvimento científico.

8. Promover a qualidade do café.

9. Diminuição dos custos de produção.


CONCLUSÕES CÂMBIO CLIMÁTICO

1. Criação de um instrumento para o fortalecimento da pesquisa científica, o fomento à educação, o intercâmbio de boas práticas e a gestão de recursos que permitam reduzir os impactos do câmbio climático.

2. Estabelecer políticas públicas de controle ambiental na cadeia de valor do café em três eixos:

i) Diminuição do consumo de água na produção; ii) Reflorestamento; e, iii) Acesso a energias renováveis.

3. Gerar ações para a preservação, conservação e manejo da água.


CONCLUSÃO SUBSTITUIÇÃO GERACIONAL

1. Fomentar educação de qualidade e pertinência desde a primeira infância até a educação superior para o setor cafeicultor, com programas focados no empreendimento e no desenvolvimento empresarial. Reconhecendo a importância do papel da família cafeeira na transmissão da cultura e os saberes para os filhos, para gerar o enraizamento e a permanência da vocação cafeeira.

2. Criar um instrumento que permita a todos os países produtores compartilhar experiências e boas práticas, reproduzir modelos bem-sucedidos e gerar interações entre jovens líderes cafeeiros, para enfrentar desafios globais de maneira organizada.

3. Consolidar alianças público-privadas que permitam alavancar a produtividade e a rentabilidade do negócio, priorizando as necessidades dos jovens cafeeiros tais como: educação, acesso à terra, fatores de produção e capital de trabalho.

4. Criar políticas públicas para o desenvolvimento rural que respondam aos desafios de sucessão geracional dos cafeeiros.


CONCLUSÕES VOLATILIDADE DE PREÇOS

1. Concentrar os esforços da OIC nos interesses de países produtores para lograr o melhoramento dos ingressos e conseguir preços remuneratórios para o produtor.

2. Promover o incremento do consumo de café em mercados atuais e novos.

3. Fazer uma análise independente de preços e custos que sirva de insumo para a promoção de políticas remuneratórias para os produtores promovidas pela OIC.

4. Definição de bolsas de preços ou mecanismos de transações que incorporem de maneira adequada a realidade dos diferentes tipos de café, isto é, desligando o café das dinâmicas dos mercados financeiros e situando-o na realidade de sua própria cadeia de comercialização e custos.

5. Abordar a banca comercial e de desenvolvimento para encontrar melhores alternativas de financiamento, usos alternativos do café, seguros de lavouras e ferramentas que adicionem valor aos produtos.


DECLARAÇÃO FINAL DOS PARTICIPANTES DO PRIMEIRO FORO MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ

Na cidade de Medellín, Colômbia, aos 12 dias do mês de Julho de 2.017, reuniu-se o primeiro foro de países produtores de café e considerando que:

1. A rentabilidade do cultivo de café em muitos dos países produtores apresenta uma situação crítica, passando incluso por períodos de rentabilidade negativa, devido a diversos fatores como: o menor preço internacional do grão que diminuiu de maneira dramática os termos de intercâmbio do café, isto é, a capacidade aquisitiva do cafeicultor; a baixa produtividade agronômica e o aumento dos custos de produção associados ao câmbio climático e à variabilidade climática e ao aumento do valor da mão-de-obra para tarefas como a colheita.

2. A perda de rentabilidade traduz-se em que uma porcentagem importante de produtores de café do mundo se encontre na pobreza, com privações na sua qualidade de vida (moradia e conexão aos serviços públicos, o atraso e a baixa assistência educativa, baixo acesso ao sistema de saúde) e redução na capacidade de reinvestimento nos seus cultivos.

3. Embora os desenvolvimentos dos cafés especiais nas últimas décadas deram origem a subsí- dios para os produtores, estes não são suficientes para compensar os custos associados às certificações. Além disso, a análise do valor da cadeia global do café mostra que a fracção que dela chega até os produtores é muito baixa em contraste com a que fica no poder dos comercializadores, a indústria torrefatora e a distribuição entre os consumidores finais.

4. Se não são empreendidas ações corretivas que busquem enfrentar a problemática enunciada de maneira coordenada, nem se garante seu financiamento, o mundo pode se defrontar no mediano prazo com uma crise caracterizada por uma diminuição estrutural da oferta mundial de café, com as consequentes repercussões sobre o nível de vida dos produtores e a estabilidade social de suas regiões. Enquanto isso, a procura mundial continuará crescendo de maneira insatisfeita, gerando desequilíbrios indesejáveis no mercado do café que podem pôr em risco a sustentabilidade da cadeia global.

Resolve:

1. Trabalhar de maneira corresponsável com todos agentes da cadeia global do café e com o apoio da OIC, na elaboração de um Plano de Ação que deverá partir da problemática que enfrentam as cafeiculturas das diversas regiões do mundo, entre elas: Baixíssimos níveis do preço para o produtor e excessiva volatilidade, ficando a maior parte do valor da cadeia nos elos seguintes; Adaptação ao câmbio climático, escassez de mão-de-obra e dificuldade na sucessão geracional, assim como condições precárias dos produtores.

2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a atingir, o horizonte de tempo para consegui-los e o financiamento requerido.

3. Deverá ser gerenciado ao mais alto nível com representantes da indústria, dos doadores e da cooperação internacional, dos organismos multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para levar adiante o Plano de Ação e contar com os recursos financeiros para executá-lo.

4. Como ponto de partida do Plano de Ação e com base nos insumos do primeiro Foro Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo com uma entidade independente que analise o comportamento dos preços do café nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação que existe entre eles. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto da bolsa de Nova Iorque como a de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará alternativas de solução para as problemáticas levantadas no Foro.

5. Será conformado um Comité para o desenvolvimento das ações referidas no plano, conformado por 2 representantes de associações de produtores da África, 2 do México, da América Central e do Caribe, 2 da América do Sul e 2 da Ásia, e, ao menos, um representante da indústria de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.

6. Este Comitê deverá apresentar um informe dos avanços, aproveitando a próxima reunião do conselho da OIC em março de 2018.

7. O seguinte foro de países produtores será realizado em 2019. O comité coordenará com os países qual a cidade que sediará o seguinte Foro.


Esta declaração é feita em Medellín, aos 12 dias de julho de 2017.

ANEXO – CONCLUSSÕES DAS MESAS DE TRABALHO

MESA DE PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE

1. Melhorar a produtividade por meio da tecnificação e nutrição do cultivo. Melhorar a transferência tecnológica, a assistência técnica y compartilhar experiências.

2. Criar uma Comissão para a implementação do Plano de Ação de Iniciativas do Foro Mundial de Produtores de Café apoiado pela informação colaborativa provinda de diferentes atores. 3. Pesquisa colaborativa entre países produtores com enfoque no melhoramento genético e tecnológico.

4. Incrementar o consumo interno nos países produtores.

5. Qualificar a educação rural com enfoque empresarial e empreendimento.

6. Políticas públicas em países produtores orientadas a: financiamento, meio ambiente, previdência social rural, educação e infraestrutura.

7. Conectividade e acesso a novo conhecimento, tecnologias e desenvolvimento científico. 8. Promover a qualidade do café.

9. Diminuição dos custos de produção.


CONCLUSÕES CÂMBIO CLIMÁTICO

1. Criação de um instrumento para o fortalecimento da pesquisa científica, o fomento à educação, o intercâmbio de boas práticas e a gestão de recursos que permitam reduzir os impactos do câmbio climático.

2. Estabelecer políticas públicas de controle ambiental na cadeia de valor do café em três eixos:

i) Diminuição do consumo de água na produção; ii) Reflorestamento; e, iii) Acesso a energias renováveis.

3. Gerar ações para a preservação, conservação e manejo da água.


CONCLUSÃO SUBSTITUIÇÃO GERACIONAL

1. Fomentar educação de qualidade e pertinência desde a primeira infância até a educação superior para o setor cafeicultor, com programas focados no empreendimento e no desenvolvimento empresarial. Reconhecendo a importância do papel da família cafeeira na transmissão da cultura e os saberes para os filhos, para gerar o enraizamento e a permanência da vocação cafeeira.

2. Criar um instrumento que permita a todos os países produtores compartilhar experiências e boas práticas, reproduzir modelos bem-sucedidos e gerar interações entre jovens líderes cafeeiros, para enfrentar desafios globais de maneira organizada.

3. Consolidar alianças público-privadas que permitam alavancar a produtividade e a rentabilidade do negócio, priorizando as necessidades dos jovens cafeeiros tais como: educação, acesso à terra, fatores de produção e capital de trabalho.

4. Criar políticas públicas para o desenvolvimento rural que respondam aos desafios de sucessão geracional dos cafeeiros.


CONCLUSÕES VOLATILIDADE DE PREÇOS

1. Concentrar os esforços da OIC nos interesses de países produtores para lograr o melhoramento dos ingressos e conseguir preços remuneratórios para o produtor.

2. Promover o incremento do consumo de café em mercados atuais e novos.

3. Fazer uma análise independente de preços e custos que sirva de insumo para a promoção de políticas remuneratórias para os produtores promovidas pela OIC.

4. Definição de bolsas de preços ou mecanismos de transações que incorporem de maneira adequada a realidade dos diferentes tipos de café, isto é, desligando o café das dinâmicas dos mercados financeiros e situando-o na realidade de sua própria cadeia de comercialização e custos.

5. Abordar a banca comercial e de desenvolvimento para encontrar melhores alternativas de financiamento, usos alternativos do café, seguros de lavouras e ferramentas que adicionem valor aos produtos.


DECLARAÇÃO FINAL DOS PARTICIPANTES DO PRIMEIRO FORO MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ

Na cidade de Medellín, Colômbia, aos 12 dias do mês de Julho de 2.017, reuniu-se o primeiro foro de países produtores de café e considerando que:

1. A rentabilidade do cultivo de café em muitos dos países produtores apresenta uma situação crítica, passando incluso por períodos de rentabilidade negativa, devido a diversos fatores como: o menor preço internacional do grão que diminuiu de maneira dramática os termos de intercâmbio do café, isto é, a capacidade aquisitiva do cafeicultor; a baixa produtividade agronômica e o aumento dos custos de produção associados ao câmbio climático e à variabilidade climática e ao aumento do valor da mão-de-obra para tarefas como a colheita.

2. A perda de rentabilidade traduz-se em que uma porcentagem importante de produtores de café do mundo se encontre na pobreza, com privações na sua qualidade de vida (moradia e conexão aos serviços públicos, o atraso e a baixa assistência educativa, baixo acesso ao sistema de saúde) e redução na capacidade de reinvestimento nos seus cultivos.

3. Embora os desenvolvimentos dos cafés especiais nas últimas décadas deram origem a subsí- dios para os produtores, estes não são suficientes para compensar os custos associados às certificações. Além disso, a análise do valor da cadeia global do café mostra que a fracção que dela chega até os produtores é muito baixa em contraste com a que fica no poder dos comercializadores, a indústria torrefatora e a distribuição entre os consumidores finais.

4. Se não são empreendidas ações corretivas que busquem enfrentar a problemática enunciada de maneira coordenada, nem se garante seu financiamento, o mundo pode se defrontar no mediano prazo com uma crise caracterizada por uma diminuição estrutural da oferta mundial de café, com as consequentes repercussões sobre o nível de vida dos produtores e a estabilidade social de suas regiões. Enquanto isso, a procura mundial continuará crescendo de maneira insatisfeita, gerando desequilíbrios indesejáveis no mercado do café que podem pôr em risco a sustentabilidade da cadeia global.


Resolve:

1. Trabalhar de maneira corresponsável com todos agentes da cadeia global do café e com o apoio da OIC, na elaboração de um Plano de Ação que deverá partir da problemática que enfrentam as cafeiculturas das diversas regiões do mundo, entre elas: Baixíssimos níveis do preço para o produtor e excessiva volatilidade, ficando a maior parte do valor da cadeia nos elos seguintes; Adaptação ao câmbio climático, escassez de mão-de-obra e dificuldade na sucessão geracional, assim como condições precárias dos produtores.

2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a atingir, o horizonte de tempo para consegui-los e o financiamento requerido.

3. Deverá ser gerenciado ao mais alto nível com representantes da indústria, dos doadores e da cooperação internacional, dos organismos multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para levar adiante o Plano de Ação e contar com os recursos financeiros para executá-lo.

4. Como ponto de partida do Plano de Ação e com base nos insumos do primeiro Foro Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo com uma entidade independente que analise o comportamento dos preços do café nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação que existe entre eles. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto da bolsa de Nova Iorque como a de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará alternativas de solução para as problemáticas levantadas no Foro.

5. Será conformado um Comité para o desenvolvimento das ações referidas no plano, conformado por 2 representantes de associações de produtores da África, 2 do México, da América Central e do Caribe, 2 da América do Sul e 2 da Ásia, e, ao menos, um representante da indústria de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.

6. Este Comitê deverá apresentar um informe dos avanços, aproveitando a próxima reunião do conselho da OIC em março de 2018.

7. O seguinte foro de países produtores será realizado em 2019. O comité coordenará com os países qual a cidade que sediará o seguinte Foro.


Esta declaração é feita em Medellín, aos 12 dias de julho de 2017.


ANEXO – CONCLUSSÕES DAS MESAS DE TRABALHO

MESA DE PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE


1. Melhorar a produtividade por meio da tecnificação e nutrição do cultivo. Melhorar a transferência tecnológica, a assistência técnica y compartilhar experiências.

2. Criar uma Comissão para a implementação do Plano de Ação de Iniciativas do Foro Mundial de Produtores de Café apoiado pela informação colaborativa provinda de diferentes atores.

3. Pesquisa colaborativa entre países produtores com enfoque no melhoramento genético e tecnológico.

4. Incrementar o consumo interno nos países produtores.

5. Qualificar a educação rural com enfoque empresarial e empreendimento.

6. Políticas públicas em países produtores orientadas a: financiamento, meio ambiente, previdência social rural, educação e infraestrutura.

7. Conectividade e acesso a novo conhecimento, tecnologias e desenvolvimento científico. 8. Promover a qualidade do café.

9. Diminuição dos custos de produção.


CONCLUSÕES CÂMBIO CLIMÁTICO

1. Criação de um instrumento para o fortalecimento da pesquisa científica, o fomento à educação, o intercâmbio de boas práticas e a gestão de recursos que permitam reduzir os impactos do câmbio climático.

2. Estabelecer políticas públicas de controle ambiental na cadeia de valor do café em três eixos:

i) Diminuição do consumo de água na produção; ii) Reflorestamento; e, iii) Acesso a energias renováveis.

3. Gerar ações para a preservação, conservação e manejo da água.


CONCLUSÃO SUBSTITUIÇÃO GERACIONAL

1. Fomentar educação de qualidade e pertinência desde a primeira infância até a educação superior para o setor cafeicultor, com programas focados no empreendimento e no desenvolvimento empresarial. Reconhecendo a importância do papel da família cafeeira na transmissão da cultura e os saberes para os filhos, para gerar o enraizamento e a permanência da vocação cafeeira.

2. Criar um instrumento que permita a todos os países produtores compartilhar experiências e boas práticas, reproduzir modelos bem-sucedidos e gerar interações entre jovens líderes cafeeiros, para enfrentar desafios globais de maneira organizada.

3. Consolidar alianças público-privadas que permitam alavancar a produtividade e a rentabilidade do negócio, priorizando as necessidades dos jovens cafeeiros tais como: educação, acesso à terra, fatores de produção e capital de trabalho.

4. Criar políticas públicas para o desenvolvimento rural que respondam aos desafios de sucessão geracional dos cafeeiros.


CONCLUSÕES VOLATILIDADE DE PREÇOS

1. Concentrar os esforços da OIC nos interesses de países produtores para lograr o melhoramento dos ingressos e conseguir preços remuneratórios para o produtor.

2. Promover o incremento do consumo de café em mercados atuais e novos.

3. Fazer uma análise independente de preços e custos que sirva de insumo para a promoção de políticas remuneratórias para os produtores promovidas pela OIC.

4. Definição de bolsas de preços ou mecanismos de transações que incorporem de maneira adequada a realidade dos diferentes tipos de café, isto é, desligando o café das dinâmicas dos mercados financeiros e situando-o na realidade de sua própria cadeia de comercialização e custos.

5. Abordar a banca comercial e de desenvolvimento para encontrar melhores alternativas de financiamento, usos alternativos do café, seguros de lavouras e ferramentas que adicionem valor aos produtos.


DECLARAÇÃO FINAL DOS PARTICIPANTES DO PRIMEIRO FORO

MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ

Na cidade de Medellín, Colômbia, aos 12 dias do mês de Julho de 2.017, reuniu-se o primeiro foro de países produtores de café e considerando que:

1. A rentabilidade do cultivo de café em muitos dos países produtores apresenta uma situação crítica, passando incluso por períodos de rentabilidade negativa, devido a diversos fatores como: o menor preço internacional do grão que diminuiu de maneira dramática os termos de intercâmbio do café, isto é, a capacidade aquisitiva do cafeicultor; a baixa produtividade agronômica e o aumento dos custos de produção associados ao câmbio climático e à variabilidade climática e ao aumento do valor da mão-de-obra para tarefas como a colheita.

2. A perda de rentabilidade traduz-se em que uma porcentagem importante de produtores de café do mundo se encontre na pobreza, com privações na sua qualidade de vida (moradia e conexão aos serviços públicos, o atraso e a baixa assistência educativa, baixo acesso ao sistema de saúde) e redução na capacidade de reinvestimento nos seus cultivos.

3. Embora os desenvolvimentos dos cafés especiais nas últimas décadas deram origem a subsí- dios para os produtores, estes não são suficientes para compensar os custos associados às certificações. Além disso, a análise do valor da cadeia global do café mostra que a fracção que dela chega até os produtores é muito baixa em contraste com a que fica no poder dos comercializadores, a indústria torrefatora e a distribuição entre os consumidores finais.

4. Se não são empreendidas ações corretivas que busquem enfrentar a problemática enunciada de maneira coordenada, nem se garante seu financiamento, o mundo pode se defrontar no mediano prazo com uma crise caracterizada por uma diminuição estrutural da oferta mundial de café, com as consequentes repercussões sobre o nível de vida dos produtores e a estabilidade social de suas regiões. Enquanto isso, a procura mundial continuará crescendo de maneira insatisfeita, gerando desequilíbrios indesejáveis no mercado do café que podem pôr em risco a sustentabilidade da cadeia global.


Resolve:

1. Trabalhar de maneira corresponsável com todos agentes da cadeia global do café e com o apoio da OIC, na elaboração de um Plano de Ação que deverá partir da problemática que enfrentam as cafeiculturas das diversas regiões do mundo, entre elas: Baixíssimos níveis do preço para o produtor e excessiva volatilidade, ficando a maior parte do valor da cadeia nos elos seguintes; Adaptação ao câmbio climático, escassez de mão-de-obra e dificuldade na sucessão geracional, assim como condições precárias dos produtores.

2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a atingir, o horizonte de tempo para consegui-los e o financiamento requerido.

3. Deverá ser gerenciado ao mais alto nível com representantes da indústria, dos doadores e da cooperação internacional, dos organismos multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para levar adiante o Plano de Ação e contar com os recursos financeiros para executá-lo.

4. Como ponto de partida do Plano de Ação e com base nos insumos do primeiro Foro Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo com uma entidade independente que analise o comportamento dos preços do café nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação que existe entre eles. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto da bolsa de Nova Iorque como a de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará alternativas de solução para as problemáticas levantadas no Foro.

5. Será conformado um Comité para o desenvolvimento das ações referidas no plano, conformado por 2 representantes de associações de produtores da África, 2 do México, da América Central e do Caribe, 2 da América do Sul e 2 da Ásia, e, ao menos, um representante da indústria de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.

6. Este Comitê deverá apresentar um informe dos avanços, aproveitando a próxima reunião do conselho da OIC em março de 2018.

7. O seguinte foro de países produtores será realizado em 2019. O comité coordenará com os países qual a cidade que sediará o seguinte Foro.


Esta declaração é feita em Medellín, aos 12 dias de julho de 2017.


ANEXO – CONCLUSSÕES DAS MESAS DE TRABALHO

MESA DE PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE

1. Melhorar a produtividade por meio da tecnificação e nutrição do cultivo. Melhorar a transferência tecnológica, a assistência técnica y compartilhar experiências.

2. Criar uma Comissão para a implementação do Plano de Ação de Iniciativas do Foro Mundial de Produtores de Café apoiado pela informação colaborativa provinda de diferentes atores.

3. Pesquisa colaborativa entre países produtores com enfoque no melhoramento genético e tecnológico.

4. Incrementar o consumo interno nos países produtores.

5. Qualificar a educação rural com enfoque empresarial e empreendimento.

6. Políticas públicas em países produtores orientadas a: financiamento, meio ambiente, previdência social rural, educação e infraestrutura.

7. Conectividade e acesso a novo conhecimento, tecnologias e desenvolvimento científico.

8. Promover a qualidade do café.

9. Diminuição dos custos de produção.


CONCLUSÕES CÂMBIO CLIMÁTICO

1. Criação de um instrumento para o fortalecimento da pesquisa científica, o fomento à educação, o intercâmbio de boas práticas e a gestão de recursos que permitam reduzir os impactos do câmbio climático.

2. Estabelecer políticas públicas de controle ambiental na cadeia de valor do café em três eixos:

i) Diminuição do consumo de água na produção; ii) Reflorestamento; e, iii) Acesso a energias renováveis.

3. Gerar ações para a preservação, conservação e manejo da água.


CONCLUSÃO SUBSTITUIÇÃO GERACIONAL

1. Fomentar educação de qualidade e pertinência desde a primeira infância até a educação superior para o setor cafeicultor, com programas focados no empreendimento e no desenvolvimento empresarial. Reconhecendo a importância do papel da família cafeeira na transmissão da cultura e os saberes para os filhos, para gerar o enraizamento e a permanência da vocação cafeeira.

2. Criar um instrumento que permita a todos os países produtores compartilhar experiências e boas práticas, reproduzir modelos bem-sucedidos e gerar interações entre jovens líderes cafeeiros, para enfrentar desafios globais de maneira organizada.

3. Consolidar alianças público-privadas que permitam alavancar a produtividade e a rentabilidade do negócio, priorizando as necessidades dos jovens cafeeiros tais como: educação, acesso à terra, fatores de produção e capital de trabalho.

4. Criar políticas públicas para o desenvolvimento rural que respondam aos desafios de sucessão geracional dos cafeeiros.


CONCLUSÕES VOLATILIDADE DE PREÇOS

1. Concentrar os esforços da OIC nos interesses de países produtores para lograr o melhoramento dos ingressos e conseguir preços remuneratórios para o produtor.

2. Promover o incremento do consumo de café em mercados atuais e novos.

3. Fazer uma análise independente de preços e custos que sirva de insumo para a promoção de políticas remuneratórias para os produtores promovidas pela OIC.

4. Definição de bolsas de preços ou mecanismos de transações que incorporem de maneira adequada a realidade dos diferentes tipos de café, isto é, desligando o café das dinâmicas dos mercados financeiros e situando-o na realidade de sua própria cadeia de comercialização e custos.

5. Abordar a banca comercial e de desenvolvimento para encontrar melhores alternativas de financiamento, usos alternativos do café, seguros de lavouras e ferramentas que adicionem valor aos produtos.

Link para baixar a Declaração DO PRIMEIRO FORO MUNDIAL DE PAÍSES PRODUTORES DE CAFÉ em PDF

 

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