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CAFÉ: MERCADO OSCILA DENTRO DE CURTO INTERVALO

Com baixa volatilidade, as cotações oscilam em estreito intervalo entre 125,35 cents e 131,30 cents.

 

postado em 12/07/2017 | Há 2 meses

 

São Paulo, 12/07/2017 - Os contratos futuros de café arábica voltaram a cair ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), se aproximando do suporte a 125,35 centavos de dólar por libra-peso (mínima de 30 de junho passado). O mercado continua sem novidades fundamentais, de olho no desenvolvimento da colheita e do clima no Brasil. Com baixa volatilidade, as cotações oscilam em estreito intervalo entre 125,35 cents e 131,30 cents.

Pelos indicadores técnicos, os futuros de arábica, base setembro/17, tem resistência a 131,30 cents (máxima de 6 de julho) e 133 cents e 135 cents. O suporte é de 125,35 cents (mínima de 30 de junho), 120 cents e 115 cents.

Com relação aos fundamentos, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulga agora de manhã o volume da exportação em junho e na safra 2016/17, que se encerrou no mês passado. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Serviços (MDIC) divulgou, no dia 3 passado, que o Brasil embarcou 1,905 milhão de sacas de 60 kg em junho, queda de 7,7% em comparação com igual mês do ano passado (2,064 milhões de sacas).

O clima nas regiões produtoras brasileiras continua favorável à colheita. Segundo a Somar Meteorologia, a chuva mais forte no País nos próximos dias deverá ocorrer em forma de pancadas isoladas no norte da Região Norte do Brasil. Entre o leste do Nordeste e o litoral do Espírito Santo haverá chuva em alguns pontos. "Nas demais áreas do Brasil, o tempo continuará mais seco, com predomínio de sol e umidade relativa do ar abaixo dos 30% em pontos do interior", prevê a Somar.

O dólar trabalhava em queda em relação ao real ontem, por volta de R$ 3,24. Conforme corretores, o mercado reflete principalmente a percepção dos investidores de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria mais capital político neste momento para conduzir um governo de transição, mantendo a equipe econômica, do que o presidente Michel Temer.

No exterior, o índice do dólar operava de lado, à espera de detalhes a respeito do futuro da política monetária norte-americana, que podem ser dados no depoimento da presidente do Federal Reserve (FED, banco central dos EUA), Janet Yellen, marcado para hoje à tarde.

Os futuros de arábica em Nova York trabalharam em queda em boa parte do pregão de ontem. Os contratos com vencimento em setembro/17 acabaram fechando em baixa de 1,32% (menos 170 pontos), a 126,90 cents. O mercado teve máxima de 129,50 cents (mais 90 pontos). A mínima foi de 125,80 cents (menos 280 pontos).

Entre outras notícias, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou ontem que a safra 2017 de café deve atingir 46,51 milhões de sacas de 60 kg, queda de 8,4% em comparação com o ano passado (50,79 milhões de sacas). Do total colhido este ano, 36,68 milhões de sacas são de arábica (menos 14,7%) e 9,83 milhões de sacas são de robusta (alta de 26,2%).

A colheita de café na área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a maior do setor no mundo, atingia 45,50% da produção esperada até sábado passado (8). Os trabalhos estão um pouco adiantados em comparação com a mesma época do ano passado, quando a colheita atingia 43,26%, e também em relação à 2015 (27,25%), mostra levantamento atualizado da Cooxupé. No relatório anterior, relativo aos trabalhos até 1º de julho, a colheita alcançava 35,02%.

 

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