Comércio

Embarques de café do Brasil chegam a 607 mil scs em junho até dia 11

Em maio de 2017, as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2,296 milhões de sacas, e alcançaram 2,064 milhões de sacas em junho de 2016.

 

postado em 17/06/2017 | Há 2 meses

Porto Alegre, 16 de junho de 2017 – As exportações brasileiras de café em grão em maio, até o dia 11, com 7 dias úteis contabilizados, foram de 607 mil sacas de 60 quilos, com receita de US$ 99,1 milhões e um preço médio de US$ 163,10 por saca.

Em maio de 2017, as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2,296 milhões de sacas, e alcançaram 2,064 milhões de sacas em junho de 2016. As informações partem da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A receita média diária obtida com as exportações de café em grão foi de US$ 16,223 milhões na segunda semana de junho (5 a 11). A média diária até agora no acumulado do mês é de US$ 15,721 milhões, 20,9% menor no comparativo com a média diária de maio de 2017, que foi de US$ 19,875 milhões.

Em relação a junho de 2016, quando a média diária dos embarques totais de café atingira US$ 15,894 milhões, a receita média de exportações de café de junho/2017 é 1,1% menor, conforme os dados acumulados até o dia 11.

Colheita

A colheita de café da safra brasileira 2017/18 foi indicada em 31% até 13 de junho. O número faz parte do levantamento semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da safra. Na semana anterior os trabalhos estavam em 25%.

Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil em 2017, de 51,1 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 15,78 milhões de sacas até o dia 13. Em igual período do ano passado, a colheita estava em 34%, e na média dos últimos 5 anos para o período em 32%.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a colheita volta a evoluir bem, apesar das chuvas. Mas, mesmo diante do bom avanço dos trabalhos, a oferta de café novo no mercado segue baixa. "A demora na secagem e no beneficiamento ajudam a explicar o baixo volume no disponível. O excesso de umidade fez crescer o reporte de café molhado no terreiro e mais ainda de queda de fruto do pé, o que deve aumentar o percentual de varreção", afirmou.

Tudo isso deve impactar negativamente sobre a qualidade da bebida, comenta Barabach. "E, com isso, cresce a expectativa de aumento na oferta de café rio, de lotes estourando xícara riada e de bebidas duro-riada", indica.

A colheita de arábica andou 5 pontos percentuais e alcança 24% da safra, em linha com igual época do ano passado. Os trabalhos seguem acelerados em comparação a média histórica para o período, que gira em torno de 20% da produção.

No conilon, a colheita alcança 54% da safra, o que corresponde a um avançando 11 pontos percentuais na comparação com a semana passada. Mesmo assim, os trabalhos estão bem atrasados em relação a igual época do ano passado (68%) e também abaixo da média para o período (63%).

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 

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