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Entrada da safra brasileira pressionou café em maio

Na Bolsa de NY, o arábica cedeu ao longo do mês e voltou a testar e a romper para baixo a linha importante de US$ 1,30 a libra-peso.

 

postado em 02/06/2017 | Há 6 meses

Porto Alegre, 2 de junho de 2017 – O mercado internacional de café teve um mês de maio de cotações pressionadas com a entrada da safra brasileira. A colheita evoluiu no país, ainda em sua fase inicial, e naturalmente as cotações sofrem o impacto. O arábica na Bolsa de Nova York teve perdas acumuladas em maio, enquanto em Londres o robusta teve uma melhor sustentação. No Brasil, o período foi de lentidão nos negócios e de mercado também pressionado.

Na Bolsa de NY, o arábica cedeu ao longo do mês e voltou a testar e a romper para baixo a linha importante de US$ 1,30 a libra-peso. Além da entrada da safra brasileira, o sentimento de que a produção do Brasil este ano deve ficar maior do que o imaginado inicialmente pesa sobre os preços.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o quadro de uma tranquilidade maior para o comprador no momento é fator baixista. As indicações de um déficit menor na oferta contra a demanda global, com as revisões para cima nas estimativas da produção brasileira, trazem esse cenário de certo alívio para os consumidores. Em meio a isso, ainda houve toda a flutuação do dólar no período diante da turbulência política no Brasil.

No balanço mensal, o arábica em Nova York caiu de 133,40 para 129,35 centavos de dólar por libra-peso no contrato julho, acumulando no período uma queda de 3%. Já o robusta em Londres esteve um pouco melhor sustentado pelas preocupações com a oferta de conilon no Brasil. No balanço do mês, o robusta subiu 2,5% para o contrato julho em Londres.

No mercado físico brasileiro de café, a morosidade foi notada em maio. Os produtores estiveram mais preocupados com a colheita na fase inicial, ainda com bastante grãos verdes nas lavouras. Já o comprador esteve discreto aguardando um maior volume de entrada da safra para obter melhores preços em suas aquisições.

No balanço do mês, o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais caiu de R$ 460,00 para R$ 455,00 a saca, acumulando queda de 1,2%. A alta do dólar no período de 1,9% no comercial contribuiu para o suporte aos preços em reais no país. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, subiu de R$ 385,00 para R$ 415,00 a saca no mês de maio.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

 

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