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CRISE POLÍTICA ATRASA ‘OK FINAL’ PARA IMPORTAÇÃO DE CAFÉ

“Não há mais barreiras nos Ministérios da Agricultura e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mas o momento não é favorável para qualquer ‘tumulto’. A liberação final pode ser atrasada”, disse nos bastidores do seminário Perspectivas para o A

 

postado em 01/06/2017 | Há 6 meses

São Paulo, 01/06/2017 - O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, afirmou há pouco ao Broadcast Agro que todos os trâmites burocráticos para importação do produto já estão prontos, mas a situação política conturbada impede o “ok final” por parte do governo. “Não há mais barreiras nos Ministérios da Agricultura e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mas o momento não é favorável para qualquer ‘tumulto’. A liberação final pode ser atrasada”, disse nos bastidores do seminário Perspectivas para o Agribusiness 2017 e 2018, em São Paulo.

A importação de café verde, em especial do Vietnã, ganhou destaque no ano passado após a quebra de safra no Espírito Santo, principal produtor brasileiro de conilon. A variedade é usada para o blend arábica, e seus preços mais altos acabaram pressionando as margens da indústria nacional. “E a preocupação com a oferta continua, o suprimento segue crítico. Neste ano a produção no Espírito Santo deverá ser 10,1 milhões de sacas, apenas levemente maior do que a do ano passado”, afirmou.

Quanto à oscilação cambial advinda da crise política, Herszkowicz disse que isso é o “principal inimigo para o café”. Isso porque a disparada das cotações pressiona as margens da indústria torrefadora. “Em contrapartida, quando caem, as empresas são pressionadas a oferecer descontos em suas negociações e têm dificuldades de repassar para o consumidor.”

(José Roberto Gomes – jose.roberto@estadao.com e

Altamiro Silva Junior – Altamiro.junior@estadao.com)

 

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