Comércio

Empresa quer implantar transporte do café por trem do Sul de MG para portos do RJ e SP

A 20ª edição da Expocafé, que terminou na sexta-feira (19) em Três Pontas (MG), trouxe como diferencial novos serviços para os produtores.

 

postado em 26/05/2017 | Há 3 meses

A 20ª edição da Expocafé, que terminou na sexta-feira (19) em Três Pontas (MG), trouxe como diferencial novos serviços para os produtores. Além dos já tradicionais maquinários e implementos agrícolas, a feira também trouxe soluções para quem deseja transportar o café por trens para os principais portos do país.

Segundo o representante da empresa de logística, que oferece o serviço, a proposta é que os exportadores de café da região passem a utilizar a malha ferroviária ao invés do transporte por caminhão.

Empresa quer fazer transporte de café por trem para portos de São Paulo e Rio de Janeiro (Foto: Lucas Soares)

“A gente entende que a região Sul de Minas tem grande importância no nosso negócio, que é levar o café do produtor, do grande exportador, para os portos do Rio de Janeiro ou de Santos. O nosso serviço contribui com seguro baixo, índice de avaria muito baixo e custo competitivo e segurança, que é uma coisa muito interessante para esse mercado”, diz Marcelo Jesus.

Para levar o café produzido do Sul de Minas por trem até os principais portos do país, a carga teria que ser levada até Itutinga (MG), onde a empresa já conta com um terminal.

“A nossa malha ferroviária não chegava até a região. Hoje estamos buscando soluções para não necessariamente a rodovia precisar chegar até Três Pontas, ou dentro de Varginha, por exemplo. Com um terminal próximo, em um raio de 150 quilômetros, a gente consegue levar a carga até a ferrovia com outros modais e com essa solução completa até os portos, trazer uma oportunidade interessante ao exportador”, disse Jesus.

Mapa mostra caminho (em azul) que café percorreria por trem até portos (Foto: Lucas Soares)

Segundo os representantes da empresa, a opção pelo transporte ferroviário ao invés do rodoviário para a exportação de café, poderia trazer um custo 20% menor do que é praticado hoje, além de aumentar a segurança, diminuindo, inclusive, a incidência de roubos de cargas, comuns na época de colheita na região.

“O custo ferroviário tem uma tendência de ser mais baixo. Já temos a estrutura pronta, o que a gente precisa é o trabalho de levar essa carga até o terminal, esse que é o grande desafio: mostrar para o público que isso é possível. A forma como é embarcada a carga, os próprios contêiners são posicionados para dificultar a abertura em caso de sinistro. A malha tem lugares bem segregados de difícil acesso para tirar a carga e levar para outro lugar no caso de roubo”, disse o representante da empresa.

Segundo a organização da Expocafé, a feira deste ano movimentou o mesmo volume do ano passado: R$ 200 milhões. Ainda conforme a organização, as transações fechadas na feira que serão realizadas ao longo do ano subiram 30% em relação ao ano passado.

Fonte: G1 Sul de Minas (Por Lucas Soares)

 

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