Comércio

CNC participa de conferência sobre sustentabilidade que evidencia qualidade, importância e potencial competitivo do café

Realidade da produção cafeeira no Brasil, a sustentabilidade praticada, a qualidade do produto e o potencial competitivo do setor.

 

postado em 28/04/2017 | Há 6 meses

BALANÇO SEMANAL — 24 a 28/04/2017

SUSTENTABILIDADE DO CAFÉ BRASILEIRO — Na terça-feira, 25 de abril, participamos da Conferência “Café Brasileiro: sustentabilidade e qualidade”, organizada pela nossa associada Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) em parceria com BASF, Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Sistema OCESP. O objetivo foi apresentar ao público, à imprensa nacional e aos mais de 20 jornalistas estrangeiros, oriundos de Alemanha, Itália, Estados Unidos, França e Japão, a realidade da produção cafeeira no Brasil, a sustentabilidade praticada, a qualidade do produto e o potencial competitivo do setor.
 
O presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, na oportunidade, falou a respeito dos financiamentos voltados à cultura e comentou que, ao contrário de outros setores do agronegócio, a cafeicultura terá seu capital preservado. Ele recordou que haverá um acréscimo de 5,6% nos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2017, com o valor disponibilizado alcançando o recorde de R$ 4,890 bilhões, e da conquista que a entidade teve junto à área econômica do Governo, que acolheu o pedido para antecipação da liberação dos recursos da linha de Custeio, possibilitando que os produtores possam acessá-los a partir de 1º de julho (saiba mais: http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=13220).
 
A celebração dos 60 anos destinados à cafeicultura e dos 85 anos dedicados ao cooperativismo regional da Cooxupé, a principal cooperativa de café do mundo e que muito nos honra em fazer parte de nosso quadro de associados, foi o ponto máximo do evento. Em meio a sua palestra sobre “Responsabilidade Social Cooperativista”, o presidente Carlos Paulino destacou a produção ambiental e economicamente sustentável da cafeicultura brasileira e informou que a Cooxupé deverá comercializar 6,2 milhões de sacas este ano, 400 mil a mais do que em 2016, demonstrando sua força mesmo em um ano de colheita menor devido à bienalidade da variedade arábica.
 
O CNC congratula a principal cooperativa cafeeira do Brasil por todo o exemplo de sustentabilidade que dá na gestão da atividade, conciliando a preservação ambiental e a preocupação social com a rentabilidade a todos os atores da cafeicultura nacional. Aproveitamos também para enaltecer o alto nível do evento, que contou com painéis importantíssimos conduzidos por profissionais altamente gabaritados ao demonstrarem a sustentabilidade do café no Brasil e as suas importância e dimensão.
 
A conferência contou, ainda, com as ilustres presenças do staff da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, representados pelo secretário Arnaldo Jardim e pelo diretor do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro; do presidente do Sistema OCESP, Edivaldo Del Grande; do chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda; do presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho; e do vice-presidente sênior da Basf, Eduardo Leduc.
 
MÉRITO AGROPECUÁRIO — No último sábado, 22 de abril, foi realizada, na Câmara Municipal de Patrocínio (MG), a entrega das comendas “Mérito Agropecuário”, iniciativa do jornal O Agropecuário e que tem apoio do Conselho Nacional do Café. A honraria visa ao reconhecimento público de pessoas que se dedicam à agricultura brasileira e que fazem diferença em seu trabalho em prol de seus setores.
 
Entre os agraciados, esteve o presidente da nossa associada Minasul, José Marcos Rafael Magalhães, que é membro do Conselho Diretor do CNC, ocupa o principal cargo da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha desde abril de 2016 e recebeu a comenda pelos resultados apresentados nesse primeiro ano de gestão, os quais evidenciam a expansão da entidade e a proximidade cada vez maior com seus cooperados, além do incessante trabalho, ciente dos problemas do setor, para alcançar melhores resultados aos produtores e, também, à região do Sul de Minas.
 
O presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), José Carlos Ferigolo, também foi condecorado com o “Mérito Agropecuário”, pelo trabalho desempenhado à frente da organização, que foca na modernização da estrutura para consolidar o desbravamento iniciado há 30 anos, transformando a região de atuação em altamente produtiva e tecnológica. Além disso, destaca-se a meta de aumentar a eficiência no atendimento aos cooperados e fornecedores e de desenvolver a prática cooperativista para atingir maior eficácia nos negócios.
 
REUNIÕES ITINERANTES — O CNC inicia, na próxima semana, uma série de encontros nas regiões de atuação de suas cooperativas, com o objetivo de discutir, com conselheiros e diretores de nossas associadas, trabalhos que visem a fortalecer a interação com as cooperativas para validar propostas de projetos e identificar desafios e potencialidades regionais para embasar ações de política cafeeira.
 
Entre as questões elencadas para debates, constam matérias como: (i) renovação do parque cafeeiro; (ii) identificação dos principais problemas fitossanitários regionais e dificuldades para controle; (iii) custos de produção e possibilidades para sua redução; (iv) projetos que visem à garantia de renda e ao abastecimento; (v) demandas por pesquisa e transferência de tecnologia; (vi) sustentabilidade econômica aliada às questões ambiental e social; (vii) estatísticas e georreferenciamento; e (viii) trabalhos para promoção do café.
 
MERCADO — Os preços internacionais do café ampliaram as intensas quedas da semana anterior ao serem pressionados por um movimento de liquidação no mercado de commodities como um todo e pela ampliação das vendas dos fundos, que aparentam estar com posição comprada acima do esperado, além da alta registrada nos estoques de café dos Estados Unidos.
 
Na Bolsa de Nova York, o contrato C com vencimento em julho/17 recuou 340 pontos na semana, cotado a US$ 1,2950 por libra-peso no fechamento de ontem. Na ICE Futures Europe, o vencimento julho do contrato futuro do robusta encerrou a quinta-feira a US$ 1.910 por tonelada, com desvalorização semanal de US$ 80.
 
O comportamento do dólar também contribuiu para pressionar os futuros do arábica a seus menores níveis desde junho de 2016. Após a confirmação do secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, de que um programa de reforma tributária do país reduzirá de 35% para 15% a taxa de impostos às empresas, a divisa norte-americana passou a subir.
 
No Brasil, foi registrado aumento da procura pelo dólar, com investidores buscando se proteger frente à força da moeda no exterior e em meio a incertezas no País relacionadas à aprovação da reforma da Previdência e a dados fracos da economia nacional. O dólar encerrou a quinta-feira a R$ 3,182, com alta de 0,8%.
 
A proximidade da colheita de café arábica no Brasil também contribui, em menor proporção, para pressionar o mercado internacional. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os trabalhos ainda são incipientes em Minas Gerais e São Paulo. No tocante ao robusta, a cata já começou em Rondônia e Espírito Santo.
 
Segundo a Somar Meteorologia, uma frente fria avançou pelo Brasil, trazendo chuva para os cafezais. Na terça-feira, as áreas cafeeiras do Paraná receberam precipitação de 15 a 35 milímetros. Até sábado, também há previsão que as chuvas caiam sobre o cinturão produtor em São Paulo, Cerrado Mineiro, sul de Minas Gerais, Zona da Mata de Minas e sul do Espírito Santo.
 
Entretanto, a Somar informa que a distribuição das precipitações será irregular, com os índices pluviométricos podendo oscilar entre 10 mm em algumas cidades do Sul de Minas e 50 milímetros na região de Muriaé (MG). O serviço meteorológico alerta, ainda, que a temperatura cairá após as chuvas, mas não há previsões de geadas em nenhuma área produtora de café.
 
Nas praças de comercialização, não se observam muitos negócios realizados. As recentes perdas internacionais, a sequência de feriados no Brasil, o início da colheita e os preços aquém do esperado pelos produtores são os fatores de trava. Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e robusta foram cotados, ontem, a R$ 452,04/saca e a R$ 397,83/saca, com variações de -2,1% e -2,9%, respectivamente, ante o fechamento da semana anterior.

Fonte: CNC

 

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