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Bolsa de Nova York estende ganhos com mercado atento ao Brasil e volta subir cerca de 200 pts nesta 3ª feira

O mercado segue especulando sobre a produção do Brasil na safra 2017/18, mas também teve suporte do câmbio em determinados momentos e registrou compras técnicas durante a sessão.

 

postado em 18/04/2017 | Há 1 semana

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram a fechar com alta próxima de 200 pontos nesta terça-feira (18) e já estão acima do patamar de US$ 1,45 por libra-peso no julho/17, referência de mercado. É o patamar mais elevado para uma segunda posição desde 22 de março. O mercado segue especulando sobre a produção do Brasil na safra 2017/18, mas também teve suporte do câmbio em determinados momentos e registrou compras técnicas durante a sessão.

O contrato maio/17 fechou a sessão cotado a 142,90 cents/lb com alta de 180 pontos, o julho/17 registrou 145,55 cents/lb com avanço de 205 pontos. Já o vencimento setembro/17 encerrou o dia com 147,85 cents/lb e valorização de 210 pontos e o dezembro/17, mais distante, também subiu 210 pontos, fechando a 147,85 cents/lb. Essa é a terceira alta seguida do mercado.

Mercado do café NY - 18/04

Gráfico do mercado do café na Bolsa de Nova York nesta 3ª feira - Fonte: Investing

O tom positivo do mercado, com boas altas na véspera, voltou a ser visto na sessão desta terça diante das informações sobre a safra do Brasil, que começa a ser colhida nos próximos dias. A importadora de café Wolthers Douque fez uma rota por lavouras de café do Brasil e várias cooperativas e concluiu que a produção coloca o mercado em uma situação delicada.

"A julgar pelo que vimos e ouvimos dos produtores, os números para a próxima safra brasileira devem ser de cerca de 48 a 49 milhões de sacas", disse a empresa em entrevista à agência de notícias Reuters.

As cotações do arábica também subiram na sessão com recompras técnicas depois de ficar acima da média móvel de 50 dias, disseram traders. O contrato julho/17 fechou no patamar mais elevado desde 22 de março. O câmbio também contribuiu durante o dia, pois impacta diretamente as exportações. Porém, o dólar comercial fechou com alta de 0,29%, a R$ 3,1134 na venda.

Nos últimos dias, os operadores no terminal externo também estão de olho no clima no Hemisfério Sul, que é mais frio neste período, com a possibilidade de geadas afetarem as plantações do grão.

Mercado interno

Os negócios com café continuam isolados no Brasil e os preços internos do grão seguem oscilando pouco nas praças verificadas pelo Notícias Agrícolas. A colheita do café nas principais regiões produtoras de café do Brasil começam do final de maio para junho.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca cotada a R$ 520,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) e Varginha (MG), ambas com alta de 2,02% e R$ 505,00 a saca.

O tipo 4/5 anotou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com 547,00 a saca e alta de 1,30%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) que teve alta de 2,11% e saca a R$ 485,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 486,00 e alta de 1,04%. Varginha (MG) teve a maior variação dentre as praças com alta de 2,13% e saca a R$ 480,00.

Na segunda-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 474,58 e alta de 0,28%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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