Comércio

Cooxupé prevê vendas de 5,6 mi sacas em 2017, queda de 3,8% ante 2016

A redução ocorre diante da expectativa de uma quebra de safra acentuada nas áreas produtivas de café arábica, que em 2017 estarão no seu ano de baixa de produção do ciclo bianual.

 

postado em 03/04/2017 | Há 4 meses

Por Roberto Samora

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SÃO PAULO (Reuters) - A Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, prevê vendas de 5,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2017, baixa de 3,8 por cento ante o ano passado, disse nesta sexta-feira o vice-presidente da instituição Carlos Augusto Rodrigues de Melo.

A redução ocorre diante da expectativa de uma quebra de safra acentuada nas áreas produtivas de café arábica, que em 2017 estarão no seu ano de baixa de produção do ciclo bianual.

Com a quebra de safra, vista entre 15 e 18 por cento nas áreas de atuação da Cooxupé (Sul de Minas, Cerrado e Mogiana), a cooperativa tem expectativa de receber 4,1 milhões de sacas de café de seus cooperados em 2017, ante 4,65 milhões em 2016.

Ainda assim, Melo afirmou que a Cooxupé buscará manter praticamente estáveis os recebimentos totais, comprando produto de cafeicultores não cooperados.

"Com uma safra menor, vamos receber menos, mas mantemos a meta de receber 6,2 milhões de sacas, sendo mais agressivos no mercado de terceiros", declarou o vice-presidente da Cooxupé à Reuters. "A demanda dos nossos clientes vem e vamos assumir os nossos compromissos."

A cooperativa informou que recebeu 6,28 milhões de sacas de café no ano passado, alta de 21 por cento ante 2015.

Em 2016, a cooperativa registrou faturamento 3,8 bilhões de reais, ante 4 bilhões em 2015, queda explicada por menores vendas no mercado externo, com o mercado interno demandando mais, diante da quebra de safra em outras regiões, especialmente em áreas produtoras de café robusta.

Os embarques de café em 2016 para mercados interno e externo somaram 5,82 milhões de sacas, aumento de 4 por cento ante 2015, mas as vendas para o exterior caíram 4,6 por cento na mesma comparação, para 3,9 milhões de sacas.

Melo não comentou se a cooperativa vai focar mais nas exportações neste ano, ressaltando que isso depende do mercado.

Fonte: Reuters

 

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