Tecnologias

Fundação Procafé participa do Café INOVAR no CIT SENAI FIEMG

Uma conversa regada a café para discutir pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias.

 

postado em 30/03/2017 | Há 8 meses

Fundação Procafé participa do Café INOVAR no CIT SENAI FIEMG

Representantes da Fundação Procafé se reuniram com pesquisadores do CIT SENAI FIEMG, no Horto, em Belo Horizonte, no dia 08/02, para tratar das demandas da entidade. As partes deverão assinar um termo de compromisso nos próximos dias.

Segundo o presidente da Fundação, José Edgard Pinto Paiva, há muitas oportunidades principalmente na área de biotecnologia. “Hoje usamos um reator importado na modificação do café pela folha que é muito pequeno. Se conseguirmos casar nossos interesses será muito proveitoso”, diz.

Os produtores também demandam por um secador digitalizado, uma solução eletrônica, que faça a separação de forma mais eficiente. A secagem eletromecânica ainda deixa resíduos, assim como a forma convencional de lona no terreiro.

Minas Gerais é responsável por 50% da produção de café do Brasil. Na última safra, o país colheu 50 milhões de sacas. E é do Sul de Minas que sai 50% da produção do Estado. “Depois do minério de ferro, a maior produção em Minas Gerais é de café”, reforçou Paiva.

O setor cafeeiro busca ainda agregar valor ao produto e criar novas rotas tecnológicas para que outros setores utilizem o café como matéria prima, a exemplo do que acontece com uma empresa do Sul de Minas, em Três Corações, que colhe bons frutos no segmento de perfumaria. A empresa produz cosméticos à base de café, aproveitando a elevada quantidade de antioxidantes, flavonoides e cafeína dos grãos. Há caminhos possíveis nas indústrias químicas, farmoquímicas, de lubrificantes, de tecidos para a indústria plástica, de alimentos e bebidas, entre outras.

A Fundação Procafé preserva o patrimônio tecnológico do ex-IBC, constituído de banco genético, laboratórios, fazendas experimentais e do corpo técnico nas atividades de pesquisa e difusão de tecnologia cafeeira. “Nosso desafio com a pesquisa é capacitar o cafeicultor para que ele tenha as melhores soluções para sua lavoura, com menor custo e com rentabilidade”, diz.

Na Fazenda Experimental de Varginha desenvolvem-se pesquisas científicas voltadas para os estudos de técnicas de manejo da lavoura cafeeira, desenvolvimento de novas variedades de café mais estáveis, geneticamente com fatores de resistência a patógenos, o que requer menor uso de defensivos químicos, além dos testes de eficiência agronômica de produtos e equipamentos. “O Brasil precisa evoluir ainda mais para ter uma planta mais produtiva e resistente”, diz.

O encontro, que faz parte da programação do Café INOVAR, contou com a participação da EMBRAPA. A comitiva visitou os Institutos de Alimentos e Bebidas, Inovação em Engenharia de Superfícies, Metalmecânica e o de Química e no Laboratório Aberto.

 

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