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Aberto o primeiro módulo da Unidade de Referência em Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos

Pesquisadores, agrônomos e consultores em liderança abrem primeiro módulo da Unidade de Referência em Agrotóxicos

 

postado em 29/03/2017 | Há 4 meses

Foto: Divulgação

Aberto o primeiro módulo da Unidade de Referência em Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos
 
Grupo em treinamento conta com a presença de agricultores e de consultores ligados às empresas Citrosuco e Syngenta; pesquisador do IAC-SP e executivos da Andef e do Sindiveg ressaltam necessidade de qualificar lideranças atuantes na formação de mão de obra aplicadora de agrotóxicos
 
São Paulo (SP) – Teve início na cidade paulista de Jundiaí o evento de abertura da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos (UR). A entidade, recém-criada, une o Centro de Engenharia e Automação do IAC-SP (CEA/IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, a um grupo de empresas privadas e às entidades Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal – e Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal.
 
A Unidade de Referência tem como objetivo formar profissionais aptos a qualificar mão de obra especializada no manejo de agrotóxicos. A nova entidade atuará ancorada no conhecimento de pesquisadores do CEA/IAC-SP, e de especialistas do setor agrícola, visando a formar uma rede de consultores, capaz de multiplicar no território nacional informações sobre boas práticas agrícolas e uso seguro de agroquímicos.
 
Foram inscritos no primeiro módulo de treinamento, que vai até a próxima sexta-feira - uma segunda etapa será realizada no mês de abril próximo -, desde pequenos e médios agricultores até profissionais ligados às empresas Citrosuco e Syngenta.
 
Na palestra de abertura, o pesquisador científico Hamilton Ramos, do CEA-IAC, coordenador da Unidade de Referência, destacou que o Centro de Engenharia e Automação do IAC tem funcionado como um braço estratégico para auxiliar empresas, órgãos oficiais e de Governo a estudar a exposição de trabalhadores a agrotóxicos, bem como a melhorar os padrões tecnológicos de aplicação desses produtos no País.
 
“Os programas que trabalharemos na UR não serão restritos ao emprego de agrotóxicos. Todos os tipos de agricultura, como a orgânica, a agroecológica, a biodinâmica e a familiar, poderão ser abordados em treinamentos. Tais cadeias produtivas também demandam técnicas para proteger plantas, lavouras, trabalhadores e para preservar a segurança alimentar”, enfatizou Ramos. “A principal métrica da UR será a qualificação de bons consultores e não a quantidade de pessoas treinadas. Esta última será uma meta de longo prazo, conquistada pela multiplicação de conhecimento no campo”, acrescentou Hamilton Ramos.
 
Na segunda parte da agenda de estreia da UR, os engenheiros agrônomos Maurício Fernandes e Fabio Kagi, da Andef e do Sindiveg, respectivamente, ministraram o programa “Agrotóxicos, Conceitos Básicos”, que continua ao longo da semana.
 
Maurício Fernandes é o atual coordenador do Programa de Segurança de Produtos e Meio Ambiente do Sindiveg (Product Stewardship). Fabio Kagi atua como gerente adjunto de Inovação e Sustentabilidade na Andef.
 
A grade do curso de abertura da Unidade de Referência abrange ainda um amplo programa de ‘Coaching’, coordenado pelos consultores em Recursos Humanos Ester Vieira e Gustavo Nicolini. Essa programação foi planejada com o intuito de motivar os profissionais inscritos a desenvolver conceitos e atitudes como inteligência emocional, liderança, crescimento na carreira e empoderamento.    
 
“A Unidade de Referência vem para mudar a história da aplicação de agrotóxicos no Brasil. Contribuirá na melhora da qualidade de vida dos trabalhadores rurais, diminuirá perdas econômicas decorrentes do mau uso dos produtos e elevará a qualidade dos alimentos produzidos no País”, diz Hamilton Ramos, coordenador da UR.
 
O CEA/IAC estima que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas trabalham atualmente no agronegócio. Desse montante, em torno de 4,5 milhões são analfabetos, 12 milhões atuam como temporários e 85% exercem suas funções em pequenas propriedades.
 

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