Consumo

Conheça o café de R$ 2 mil produzido no Paraná

 

postado em 10/02/2017 | Há 3 meses

Marcelo Andrade/Gazeta do Povo | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Campeão do leilão, o grupo Café do Moço, de Curitiba, pagou R$ 2 mil pela saca de café produzido em Cambira, no Norte do estado
Marcelo Andrade/Gazeta do Povo | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Seis sacas de café produzidas em Cambira, no Norte do Paraná, foram vendidas por R$ 12 mil num leilão realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no início deste mês. O lote foi arrematado pelo Grupo Café do Moço, de Curitiba. Produzidas por Evilásio Shigueaki Mori, a saca comercializada por R$ 2 mil (valor quatro vezes acima da cotação atual, R$ 490) foi uma das vencedoras do 13º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café.

ReproduçãoO café produzido por Evilásio Shigueaki Mori ficou na oitava colocação, com 7,57 pontos.

O café produzido em Cambira ficou na oitava colocação, com 7,57 pontos. Segundo os jurados, ele tem um ‘aroma frutado, levemente cítrico, que lembra abacaxi seco com fundo achocolatado doce e caramelo’. “Para mim é uma satisfação muito grande. Embora trabalhoso, o resultado é gratificante, principalmente para alguém que é filho e neto de cafeicultor”, afirma Evilásio Shigueaki Mori.

Mori, que é engenheiro agrônomo, conta que o segredo está na adubação e no tratamento pós-colheita. “Usei 50% a mais de adubo que o padrão normal. Não tinha como não corresponder”, explica ele, que é dono de uma terra de 25 hectares. “A cerca é adequada. A colheita é feita no sistema manual. O cuidado com o processo de secagem no terreiro é importantíssimo”, explica.

Na opinião do produtor, a região Norte do Paraná, tem um clima excelente para produzir café de altíssima qualidade. “A produção de cafés especiais, gourmet, se aplica muito bem nesta área. Nós temos condições para fazer isso, existe um mercado, falta mais informação”.

De Curitiba, o grupo Café do Moço, formado pela microtorrefação Café do Moço e pela cafeteria Barista Coffee Bar, foi o maior comprador do leilão nacional do 13º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café, onde foram vendidas 36 sacas por R$ 54.648,99. O valor médio por saca ficou em R$ 1.518,03. Só o grupo curitibano desembolsou R$ 20.400 em diferentes sacas. “Para nós, ser a primeira torrefação a vencer todas as categorias do maior leilão de cafés especiais do Brasil é mais um passo para a consolidação do Café do Moço no mercado. Vamos conseguir levar ainda mais cafés de alta qualidade aos nossos clientes e estamos, mais uma vez, incentivando os pequenos produtores do centro-norte do Paraná - com o Evilásio e a Ceres Santos representando o Estado no leilão - onde estabelecemos nosso projeto Red Foot”, comemora, Léo Moço.

Os cafés finalistas do concurso da Abic haviam sido selecionados por um júri técnico e por um júri popular. O objetivo da entidade é estimular cafeicultores e empresas a investirem mais na alta qualidade do café que produzem ou adquirem.

Via Gazeta do Povo

 

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