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IBGE: safra de café deve ser 12% menor em 2017

No caso do café, a estimativa da produção para as duas principais espécies juntas é de 2,7 milhões de toneladas (45 milhões de sacas de 60 kg), um recuo de 12,1% em relação a 2016.

 

postado em 10/02/2017 | Há 3 meses

Apesar da expectativa de safra recorde de grãos no País em 2017, 12 dos principais produtos devem registrar perdas em relação ao ano anterior, entre eles o café, a cana-de-açúcar e a batata-inglesa, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção deve ser menor para amendoim em casca 1ª safra (-2,8%), aveia em grão (-20,5%), batata-inglesa 3ª safra (-14,1%), café em grão da espécie arábica (-16,3%), cana-de-açúcar (-1,2%), cevada em grão (-11,0%), feijão em grão 3ª safra (-0,3%), laranja (-8,3%), mamona em baga (-10,0%), mandioca (-11,8%) e trigo em grão (-18,3%). A cebola deve ter safra estável (0,0%).

No caso do café, a estimativa da produção para as duas principais espécies juntas é de 2,7 milhões de toneladas (45 milhões de sacas de 60 kg), um recuo de 12,1% em relação a 2016. A área a ser colhida diminuiu 5,4%, e o rendimento médio caiu 7,0%. A queda no rendimento médio, entretanto, é reflexo da bienalidade do café. O ano de 2017 é considerado de baixa, uma vez que em 2016 houve produção recorde.

“O decréscimo no café é o maior entre as culturas, mas já era esperado. Isso acontece principalmente na espécie arábica. O ano de 2016 tinha sido recorde de produção de café, por causa da espécie arábica. Então a planta está mesmo exaurida”, disse Carlos Alfredo Guedes, analista da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

A produção do café arábica deve atingir 2,2 milhões de toneladas (36,7 milhões de sacas), com o rendimento médio recuando 11,5%. Minas Gerais, maior produtor do País, espera colher 1,545 milhão de toneladas (25,75 milhões de sacas), queda de 15,0% em relação ao ano anterior. São Paulo e Espírito Santo, segundo e terceiro maiores produtores do País, preveem reduções de 47,0% e 9,5%, respectivamente.

Já a produção nacional de café conilon (robusta) deve alcançar 521 mil toneladas (8,7 milhões de sacas), aumento de 11,1% em relação a 2016, com rendimento médio 17,7% maior. No Espírito Santo, maior produtor desse tipo de café, o rendimento médio crescerá 14,6%, e a produção alcançará 319,8 mil toneladas (5,3 milhões de sacas), aumento de 5,2%.

Fonte: Estadão Conteúdo via Dinheiro Rural

 

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