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Manejo integrado de plantas daninhas é importante aliado no combate às perdas na lavoura *Por João Giraldi

Uma das grandes dificuldades dos agricultores no ciclo da cultura são as plantas daninhas, que contribuem para a redução da produtividade da lavoura, diminuindo também sua rentabilidade.

 

postado em 06/01/2017 | Há 3 meses

Uma das grandes dificuldades dos agricultores no ciclo da cultura são as plantas daninhas, que contribuem para a redução da produtividade da lavoura, diminuindo também sua rentabilidade. A reprodução das plantas daninhas acontece muito facilmente, de duas principais formas: a reprodutiva, por meio das sementes, ou a vegetativa, através de estruturas especificas como por exemplo os estolões, quando a planta gera uma outra, sem depender da produção de sementes. Algumas espécies de plantas daninhas podem produzir cerca de trezentas mil sementes, que se propagam pelo vento, chuva, máquinas e outros meios.

Para o bom manejo de plantas daninhas, é fundamental que sejam utilizadas ferramentas capazes de contribuir para a redução da germinação das sementes no solo, o que resulta em uma menor ocorrência de planta daninha por metro quadrado. Uma das opções para a prevenção desse problema, que tem causado enorme prejuízo para os produtores, é o manejo integrado de plantas daninhas, que, quando bem executado, evita que o agricultor veja sua produção ser reduzida em até 80%.

Trabalhar com o manejo integrado de plantas daninhas significa utilizar diferentes ações que juntas possam apresentar um bom controle. Essas ações são compostas por basicamente três pilares: o primeiro é a utilização de defensivos que apresentem mais de um mecanismo de ação para o mesmo alvo biológico (planta daninha) dentro do ciclo da cultura; o segundo compreende o controle e cuidados com a sementeira, com ferramentas (controles químicos, físicos ou biológicos) que reduzam a possibilidade de germinação, diminuindo o número de novas plantas daninhas por metro quadrado; e, por fim, o terceiro pilar seria o monitoramento da área, para efetivar o controle das plantas daninhas nas melhores condições de aplicação dos defensivos e nos estádios mais susceptíveis.

É importante que o agricultor consiga, antes de tudo, mapear e identificar as plantas daninhas existentes em sua lavoura e, assim, adotar os ingredientes ativos com os mecanismos de ação mais efetivos. Isto é fundamental, já que a escolha de diferentes ativos dentro do mesmo ciclo da cultura pode auxiliar na redução das plantas daninhas resistentes.

A utilização de produtos para o controle de sementeiras não apresenta 100% de efetividade, por isso é possível que ocorra a germinação de um certo volume de sementes, possibilitando uma nova infestação na lavoura. Torna-se então imprescindível que os agricultores façam o monitoramento destas plantas e apliquem os produtos indicados nos estágios iniciais do seu desenvolvimento, o que aumentaria sensivelmente as chances de controle do problema.

A planta daninha da década

Dentre as diversas plantas daninhas que prejudicam a produtividade dos agricultores, o capim-amargoso é um dos mais impactantes. Tido por muitos especialistas como a planta daninha da década, ele é um dos maiores problemas enfrentados pelos produtores, que podem ter até 40% da sua produtividade afetada pela infestação. Isso significa que, se geralmente são colhidas cerca de 55 sacas de soja por hectare, o agricultor veria esse número ser reduzido para menos de 35 sacas.

A reprodução do capim-amargoso pode acontecer de duas formas: por meio da propagação das suas sementes e por características vegetativas (quando a planta daninha gera outra dela mesma sem a necessidade de ter uma semente). Um dos grandes problemas encontrados pelos produtores é que, além de germinar o ano inteiro, algumas populações da planta foram selecionadas como resistentes ao glifosato e no último ano foi identificada uma nova população resistente a outro mecanismo de ação, o ACCase (FOP).

As soluções da Adama para o manejo integrado de resistência de plantas daninhas na cultura da soja, englobam a utilização de Poquer®, Trop® ou Aminol® 806 na dessecação, dependendo da flora existente na área; produtos de contato e Premerlin® 600 EC no pré-plantio e, caso necessário, na pós-emergência da cultura pode-se retornar com Poquer® e Trop®. Na pré-colheita da cultura, a Adama conta com as ferramentas Patrol SL ou outros produtos de contato. Com esta recomendação, trabalhamos com os 3 pilares do manejo integrado de plantas daninhas, controle de sementeira, utilizando ativos com mais de um mecanismo de ação para o mesmo alvo, nas melhores condições de aplicação e nos estádios mais susceptíveis. Com a utilização da nossa plataforma, o agricultor terá a opção de trabalhar com até 6 diferentes mecanismos de ação no mesmo ciclo da cultura.

*João Giraldi é gerente de Produtos na Adama Brasil S/A, empresa de origem israelense, com sede em Londrina

 

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